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TJ retira relatoria de Sérgio Ricardo sobre contas da MT Par e redistribui o caso

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A desembargadora Vandymara GR Paiva Zanolo determinou que o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) fizesse uma nova distribuição das contas do MT Par, que foram advogados pelo conselheiro presidente Sérgio Ricardo. O prazo previsto para a redistribuição é de cinco dias.

A decisão liminar foi concedida a partir de um pedido do MT Par, que argumentou que a redistribuição não agrediu as normas internacionais do TCE-MT, uma vez que as contas foram encaminhadas diretamente ao presidente. Segundo a empresa, Sérgio Ricardo teria desrespeitado os artigos 1º, 2º e 7º do Código de Processo de Controle Externo, ao advogado a relatoria dos processos sem efetuar a redistribuição de dívida.

De acordo com a desembargadora, após o conselheiro originário, José Carlos Novelli, declinar da relatoria, caberia ao presidente redistribuir o processo. Ela destacou que a atitude de advogado as contas da MT Par fere os princípios da legalidade, imparcialidade e do “juiz natural”, aplicáveis aplicado por analogia ao processo administrativo –, a decisão da autoridade coatora de avocar as contas de gestão da impetante”, decidiu a magistrada. 

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A magistrada também rejeitou a tese de alta relevância das contas da empresa, sustentando que o processo não foi inicialmente cadastrado como de alta relevância e que a administrativa do conselheiro Sérgio Ricardo violou o direito do MT Par de ter suas contas distribuídas conforme o Regimento Interno.

O caso teve início quando Sérgio Ricardo assumiu a relatoria das contas do MT Par e da Ager, alegando que estavam ligadas ao Processo nº 180.891-5/2024, referente ao Programa de Concessões Rodoviárias 2023/2026. No entanto, a MT Par esclareceu que não administra as rodovias mencionadas (MT-010 e MT-140), não tendo, portanto, relação com o processo de concessões rodoviárias em andamento no Estado.

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CNJ identifica ‘esquema organizado de venda de decisões’ envolvendo desembargador e Zampieri

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A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por administrar e fiscalizar o Poder Judiciário, recebeu o desembargador Sebastião de Moraes Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, levantando suspeitas de venda de decisões judiciais e pagamentos realizados via PIX e até em barras de ouro. Sebastião de Moraes Filho foi afastado de suas funções em agosto enquanto o CNJ investiga a possibilidade de ele ter recebido propinas em troca de decisões.

O caso também é alvo de um inquérito criminal e foi considerado de tal gravidade que o ministro Luís Felipe Salomão, então corregedor do CNJ, levou a questão ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do conselho, para uma solução em conjunto. “Evidenciam-se elementos suficientes para recomendar o afastamento do magistrado, na medida em que não é possível que o desembargador permaneça em atuação em unidade tão sensível, como é um gabinete de segundo grau de câmara de direito privado”, diz um trecho da decisão , referendada pelo plenário do CNJ.

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Conversas obtidas no celular do advogado Roberto Zampieri, que foi assassinado em dezembro de 2023, na porta de seu escritório em Cuiabá, colocaram o desembargador na mira do CNJ. Ao todo, eles trocaram 768 mensagens entre 14 de junho de 2023 e 5 de dezembro de 2023, revelando uma relação próxima, com trocas sobre futebol e viagens, além de livre acesso ao gabinete do desembargador.

As mensagens também indicam a influência do advogado no trabalho do magistrado e o pagamento de propinas para decisões desenvolvidas aos clientes de Zampieri. Em uma das conversas, o advogado afirma que “o Pix está errado, estornou o valor”. “Tente mandar o Pix correto que faço agora”, acrescenta.

Cinco dias depois, informa que “o pagamento da sobrinha foi feito”, anexa um comprovante de transferência de R$ 10 mil e solicita o adiamento de um julgamento. Em outubro, Zampieri menciona ter alcançado “um contrato muito bom para o Mauro” e continua: “O senhor vai ficar feliz com o contrato que consegui para ele”. Mauro, segunda suspeita do CNJ, é o advogado Mauro Thadeu Prado de Moraes, filho do desembargador. Em outra mensagem, o advogado envia ao magistrado uma imagem de duas barras de ouro, de 400 gramas, que foram usadas como pagamento de propinas.

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