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Desafios do comércio varejista em 2025

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O cenário para o comércio varejista brasileiro em 2025 promete ser mais uma vez muito desafiador. A alta do dólar, a inflação, reforma tributária e até mesmo as casas de apostas, as famosas Bets, devem causar impactos no setor, que é o que mais gera empregos no país. Mas para projetarmos o próximo ano, primeiro é necessário olhar como foi 2024 e entender melhor como o setor voltou a crescer, mesmo que timidamente.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o setor cresceu em setembro apenas 0,5%, resultado este que ficou aquém das expectativas.

Um dos problemas para 2025 são as incertezas, causadas boa parte por medidas adotadas pelo Governo Federal. O mercado reagiu mal às últimas decisões e projetos apresentados, o dólar bateu os R$ 6 e consequentemente a projeção da inflação para 2025 foi de 4,4% para 4,59%.

Como decorrência a taxa de juros já aumentou e com projeção pelo Banco Central que continuará aumentando, o que dificulta ainda mais o aporte para novos investimentos. Outro ponto preocupante, é a reforma tributária, que afetará a todos, indústria, comércio, serviço e consumidores. A atuação de lobistas, que tentam a todo custo aliviar a carga tributária do seu setor e deixar de lado os interesses da população, fez com que o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) esteja estimado atualmente em 28%, bem longe da previsão inicial no texto da reforma tributária.

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Não bastasse os problemas relacionados à carga tributária, inflação e taxa de juros, outro problema tem crescido e afetado diretamente a saúde financeira das famílias. As apostas online, mais conhecidas como Bets, tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Já com faturamento na casa dos bilhões, as casas de apostas têm tirado dinheiro das famílias com a falsa promessa de dinheiro rápido e fácil. Em 2023 o faturamento chegou a cerca de R$ 90 bilhões, e para 2024 deve ultrapassar a casa dos R$ 200 bilhões.

Além de tirar dinheiro das pessoas, as plataformas conhecidas como tigrinho e cassinos eletrônicos, pagam apenas 12% de imposto, uma das menores taxas para qualquer negócio no país. Caso não haja uma regulamentação adequada para as apostas em 2025, essa atividade deve causar ainda mais impacto na economia nacional e na renda das famílias.

Com tantos desafios, cabe ao empresário do varejo e entidades achar uma forma de se reinventar, tornar-se mais sustentável em meio a tantas dificuldades e se manter rentável para prosperar nos negócios. Nós da CDL Cuiabá nos colocamos como parceira neste cenário para a valorização do comércio local e temos várias soluções e produtos com a intensificação no network, inteligência artificial e crédito para inspirar e estimular o crescimento de todos!

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Manter o foco e a criatividade estimuladas, além de digitalização intensificada com foco no consumidor com experiências personalizadas será a saída para tentar equilibrar essa balança entre desafios e oportunidades em 2025.

Junior Macagnam é empresário e presidente da CDL Cuiabá

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A autoridade vende, mas o mercado chinês mostrou que só ela não basta

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Por Rômulo Rampini

Existe uma frase que se tornou praticamente um mantra no marketing: construa autoridade. Durante muito tempo, eu também defendi essa ideia com convicção. E continuo defendendo. A autoridade reduz a resistência do cliente, fortalece a confiança, diminui a pressão por preço e faz uma empresa ser lembrada antes mesmo da primeira reunião. Mas os números do mercado automotivo me fizeram refletir sobre algo que talvez nós, profissionais de marketing e empresários, estejamos esquecendo.

Segundo a Fenabrave, em junho de 2026 a Toyota Hilux SW4 registrou 1.119 emplacamentos no varejo brasileiro, enquanto a GWM Haval H9 alcançou 1.046 unidades. A diferença, que durante anos parecia inquestionável, tornou-se pequena. No mesmo levantamento, o Toyota Corolla emplacou 993 unidades, um desempenho que evidencia como o consumidor passou a considerar, cada vez mais, novas alternativas, inclusive modelos chineses que ganharam espaço pela tecnologia, inovação e experiência oferecida.
Esses números não significam que a Toyota perdeu sua autoridade.
Muito pelo contrário.

Corolla e SW4 continuam sendo referências quando o assunto é confiabilidade, durabilidade, valor de revenda e qualidade mecânica. Décadas de consistência construíram uma reputação que nenhuma campanha publicitária compra.
Mas o mercado deixou um recado importante: autoridade, sozinha, já não garante a preferência do consumidor.

Os fabricantes chineses entenderam que seria quase impossível competir contra décadas de tradição. Então decidiram competir em outro campo. Investiram em tecnologia embarcada, interiores sofisticados, grandes telas, inteligência artificial, conectividade, acabamento refinado e uma experiência que surpreende desde o primeiro contato com o veículo. Muitos consumidores continuaram valorizando a robustez, a suspensão e a longevidade mecânica da Toyota. Outros passaram a priorizar a sensação de dirigir um carro mais moderno, mais conectado e mais alinhado às expectativas atuais.
Foi justamente nesse momento que percebi que essa reflexão não era sobre a Toyota.

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Era sobre mim.
Depois de mais de quinze anos atuando no marketing digital, acumulando formações, consultorias e projetos, sendo consultor credenciado pelo SEBRAE MT, parceiro oficial do Google, parceiro Platinum da RD Station e dirigindo uma agência que hoje é uma das mais recomendadas em Mato Grosso quando o assunto é performance para empresas que precisam vender e captar clientes todos os dias, seria muito fácil acreditar que toda essa autoridade bastaria para manter nossos clientes conosco.

Mas não basta.
A autoridade abre portas. Ela gera confiança. Ela faz o telefone tocar. Ela coloca nossa empresa entre as primeiras opções do mercado. Porém, ela também pode esconder um risco silencioso: acreditar que a reputação construída ao longo dos anos substitui a necessidade de evoluir diariamente.
Eu continuo me perguntando se estamos suficientemente próximos dos nossos clientes. Se eles se sentem acompanhados. Se nossa equipe está presente quando surgem os desafios. Se nossa comunicação é clara. Se o atendimento transmite cuidado. Se a experiência corresponde à expectativa criada pela nossa reputação.

E confesso que essa reflexão é constante.
Já vi profissionais trabalhando sozinhos, sem uma equipe de dez ou doze pessoas, sem softwares sofisticados, sem certificações e sem toda a estrutura que construímos ao longo dos anos, conquistarem clientes simplesmente porque fizeram essas pessoas se sentirem mais acolhidas, mais ouvidas e mais acompanhadas.

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Talvez, no longo prazo, esse profissional encontre dificuldades para sustentar tecnicamente aquela operação. Talvez sim. Mas a venda aconteceu.
Porque experiência também vende. No marketing, estamos tão preocupados em construir autoridade que, às vezes, esquecemos de construir encantamento. Falamos sobre posicionamento, conteúdo, seguidores, prêmios e reconhecimento, mas deixamos de revisar a jornada de compra, o tempo de resposta, a facilidade de contratação, a qualidade da entrega, o pós-venda e a presença constante ao lado do cliente.

É justamente aí que muitas empresas começam a perder espaço sem perceber.A autoridade continua sendo um dos maiores ativos que uma marca pode construir. Mas ela nunca foi o destino final. Ela é apenas o motivo pelo qual o cliente aceita conversar com você. Quem confirma essa escolha é o produto. Quem fortalece essa relação é o atendimento. Quem transforma clientes em promotores da marca é a experiência. E quem mantém uma empresa competitiva é a capacidade de evoluir antes que o mercado exija isso.

O mercado chinês não derrotou a autoridade da Toyota. Apenas lembrou ao mundo que nenhuma reputação, por maior que seja, pode substituir uma experiência excepcional.Talvez essa seja a principal lição para qualquer empresário: não permita que a autoridade construída ao longo dos anos seja maior do que a disposição da sua empresa em continuar merecendo essa autoridade todos os dias.

Rômulo Rampini é estrategista de marketing, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e diretor da agência 3TRÊS

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