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Administrador hospitalar: a liderança que transforma gestão em cuidado

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Muito se fala sobre médicos, enfermeiros e demais profissionais que atuam na linha de frente da assistência à saúde. Mas existe uma figura indispensável para que todo esse sistema funcione de forma eficiente, segura e sustentável: o administrador hospitalar, que é homenageado no dia 14 de julho.

É esse profissional que faz a conexão entre estratégia, pessoas, tecnologia e recursos para garantir que hospitais e clínicas consigam cumprir sua missão principal: cuidar de vidas. Em um cenário de custos crescentes, transformação digital acelerada e pacientes cada vez mais exigentes, administrar uma instituição de saúde deixou de ser apenas uma atividade operacional para se tornar uma função altamente estratégica.

A gestão hospitalar moderna exige decisões baseadas em dados, planejamento financeiro, controle de indicadores, gestão de pessoas, conformidade regulatória e capacidade de inovação. Tudo isso sem perder de vista o aspecto mais importante do setor: a humanização do atendimento.

O administrador hospitalar trabalha nos bastidores, mas seu impacto é percebido diretamente na experiência do paciente. Nos últimos anos, a pandemia evidenciou ainda mais essa importância. Os gestores precisaram reorganizar fluxos, ampliar leitos, administrar crises de abastecimento, proteger equipes e garantir a continuidade da assistência em um dos momentos mais desafiadores da história da saúde. Ficou claro que hospitais resilientes dependem de lideranças preparadas.

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Hoje, os desafios permanecem. O envelhecimento da população, a incorporação constante de novas tecnologias, sustentabilidade financeira e a escassez de mão de obra qualificada exigem administradores cada vez mais capacitados para conduzir instituições complexas.

No Dia do Administrador Hospitalar, o reconhecimento vai além da homenagem individual. É uma oportunidade para valorizar uma profissão que contribui diariamente para fortalecer o sistema de saúde, promover eficiência e ampliar a qualidade da assistência prestada à população.

Investir na formação, valorização e desenvolvimento desses líderes é investir em hospitais mais preparados, organizações mais sustentáveis e, principalmente, em uma saúde mais acessível, segura e humana para todos.

Altino José de Souza é médico e presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat)

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A autoridade vende, mas o mercado chinês mostrou que só ela não basta

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Por Rômulo Rampini

Existe uma frase que se tornou praticamente um mantra no marketing: construa autoridade. Durante muito tempo, eu também defendi essa ideia com convicção. E continuo defendendo. A autoridade reduz a resistência do cliente, fortalece a confiança, diminui a pressão por preço e faz uma empresa ser lembrada antes mesmo da primeira reunião. Mas os números do mercado automotivo me fizeram refletir sobre algo que talvez nós, profissionais de marketing e empresários, estejamos esquecendo.

Segundo a Fenabrave, em junho de 2026 a Toyota Hilux SW4 registrou 1.119 emplacamentos no varejo brasileiro, enquanto a GWM Haval H9 alcançou 1.046 unidades. A diferença, que durante anos parecia inquestionável, tornou-se pequena. No mesmo levantamento, o Toyota Corolla emplacou 993 unidades, um desempenho que evidencia como o consumidor passou a considerar, cada vez mais, novas alternativas, inclusive modelos chineses que ganharam espaço pela tecnologia, inovação e experiência oferecida.
Esses números não significam que a Toyota perdeu sua autoridade.
Muito pelo contrário.

Corolla e SW4 continuam sendo referências quando o assunto é confiabilidade, durabilidade, valor de revenda e qualidade mecânica. Décadas de consistência construíram uma reputação que nenhuma campanha publicitária compra.
Mas o mercado deixou um recado importante: autoridade, sozinha, já não garante a preferência do consumidor.

Os fabricantes chineses entenderam que seria quase impossível competir contra décadas de tradição. Então decidiram competir em outro campo. Investiram em tecnologia embarcada, interiores sofisticados, grandes telas, inteligência artificial, conectividade, acabamento refinado e uma experiência que surpreende desde o primeiro contato com o veículo. Muitos consumidores continuaram valorizando a robustez, a suspensão e a longevidade mecânica da Toyota. Outros passaram a priorizar a sensação de dirigir um carro mais moderno, mais conectado e mais alinhado às expectativas atuais.
Foi justamente nesse momento que percebi que essa reflexão não era sobre a Toyota.

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Era sobre mim.
Depois de mais de quinze anos atuando no marketing digital, acumulando formações, consultorias e projetos, sendo consultor credenciado pelo SEBRAE MT, parceiro oficial do Google, parceiro Platinum da RD Station e dirigindo uma agência que hoje é uma das mais recomendadas em Mato Grosso quando o assunto é performance para empresas que precisam vender e captar clientes todos os dias, seria muito fácil acreditar que toda essa autoridade bastaria para manter nossos clientes conosco.

Mas não basta.
A autoridade abre portas. Ela gera confiança. Ela faz o telefone tocar. Ela coloca nossa empresa entre as primeiras opções do mercado. Porém, ela também pode esconder um risco silencioso: acreditar que a reputação construída ao longo dos anos substitui a necessidade de evoluir diariamente.
Eu continuo me perguntando se estamos suficientemente próximos dos nossos clientes. Se eles se sentem acompanhados. Se nossa equipe está presente quando surgem os desafios. Se nossa comunicação é clara. Se o atendimento transmite cuidado. Se a experiência corresponde à expectativa criada pela nossa reputação.

E confesso que essa reflexão é constante.
Já vi profissionais trabalhando sozinhos, sem uma equipe de dez ou doze pessoas, sem softwares sofisticados, sem certificações e sem toda a estrutura que construímos ao longo dos anos, conquistarem clientes simplesmente porque fizeram essas pessoas se sentirem mais acolhidas, mais ouvidas e mais acompanhadas.

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Talvez, no longo prazo, esse profissional encontre dificuldades para sustentar tecnicamente aquela operação. Talvez sim. Mas a venda aconteceu.
Porque experiência também vende. No marketing, estamos tão preocupados em construir autoridade que, às vezes, esquecemos de construir encantamento. Falamos sobre posicionamento, conteúdo, seguidores, prêmios e reconhecimento, mas deixamos de revisar a jornada de compra, o tempo de resposta, a facilidade de contratação, a qualidade da entrega, o pós-venda e a presença constante ao lado do cliente.

É justamente aí que muitas empresas começam a perder espaço sem perceber.A autoridade continua sendo um dos maiores ativos que uma marca pode construir. Mas ela nunca foi o destino final. Ela é apenas o motivo pelo qual o cliente aceita conversar com você. Quem confirma essa escolha é o produto. Quem fortalece essa relação é o atendimento. Quem transforma clientes em promotores da marca é a experiência. E quem mantém uma empresa competitiva é a capacidade de evoluir antes que o mercado exija isso.

O mercado chinês não derrotou a autoridade da Toyota. Apenas lembrou ao mundo que nenhuma reputação, por maior que seja, pode substituir uma experiência excepcional.Talvez essa seja a principal lição para qualquer empresário: não permita que a autoridade construída ao longo dos anos seja maior do que a disposição da sua empresa em continuar merecendo essa autoridade todos os dias.

Rômulo Rampini é estrategista de marketing, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e diretor da agência 3TRÊS

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