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Colégio Pedro II, no Rio, mantém regime semipresencial

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O Colégio Pedro II, que faz parte da rede federal de ensino no Rio de Janeiro, anunciou regras para o regime semipresencial de ensino a partir de segunda-feira (14). As turmas serão divididas em dois grupos e, a cada semana, um deles deverá comparecer para as atividades, enquanto o outro acompanhará as aulas de modo remoto.

Os alunos deverão observar medidas de prevenção para evitar a disseminação do novo coronavírus causador da pandemia de covid-19, entre elas, o uso de máscaras. A decisão foi tomada por meio da Portaria 225/2022, aprovada hoje (11) em reunião extraordinária do Conselho Superior (Consup) do colégio.

Em dezembro do ano passado, uma outra portaria havia previsto a retomada plena das aulas presenciais a partir do dia 7 de fevereiro, data estabelecida para o retorno dos alunos após as férias. 

No entanto, cinco dias antes, a instituição anunciou que, levando em conta a nova onda de contaminação pelo coronavírus impulsionada pela disseminação da variante Ômicron no país, manteria o regime híbrido tal como vigorava no fim do ano letivo de 2021: as aulas presenciais estavam voltadas para complementação pedagógica e acompanhamento e orientação de alunos, reservando a autonomia de planejamento da direção de cada campus.

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Ao todo, cerca de 13 mil estudantes da educação infantil ao ensino médio e de pós-graduação estudam no Colégio Pedro II. São 14 campi no estado do Rio de Janeiro, localizados nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, além de um Centro de Referência em Educação Infantil, em Realengo, na zona oeste da capital.

Promessa

Mesmo havendo promessa de que o cenário seria reavaliado e um novo planejamento seria realizado ao longo dessa primeira semana do calendário escolar de 2022, pais de alunos chegaram a organizar um protesto na segunda-feira (7) em frente a cinco unidades. Eles pediram aulas 100% presenciais. Mas esse não é um posicionamento de consenso na comunidade escolar. Parte dos pais e dos próprios alunos defende a decisão de se manter as aulas parcialmente remotas.

De acordo com a direção do colégio, a nova portaria reitera as novas regras definidas na Portaria 2.389/2021, aprovada em dezembro do ano passado. Ela estabeleceu para o ano letivo de 2022 três planos de funcionamento, a serem acionados conforme as cores das bandeiras do mapa de risco de covid-19 do estado do Rio. 

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O plano A, de retorno pleno, deve entrar em vigor após 15 dias ininterruptos de bandeira verde. O plano B, com atividades semipresenciais, passa a valer após uma semana de bandeira amarela/laranja. Já na bandeira vermelha, o plano C, com aulas totalmente remotas, é implantado de imediato.

A Portaria 225/2022 também aponta a necessidade de um planejamento para encontrar soluções diante da Instrução Normativa nº 90, do Ministério da Economia, que estabelece o afastamento de servidores com comorbidades. São 319 trabalhadores do colégio que permanecem legalmente em trabalho remoto. Uma nova reunião do Conselho Superior do colégio foi agendada para a próxima sexta-feira (18), quando a situação voltará a ser avaliada.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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