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Dia Mundial da Criatividade tem programação gratuita em São Paulo
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A cidade de São Paulo recebe as ações do Dia Mundial da Criatividade de hoje (20) até a próxima sexta-feira (22). A data, celebrada em 21 de abril, foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, concedendo destaque ao papel da criatividade no desenvolvimento humano.

A programação, toda gratuita, abrange 100 cidades no Brasil e 30 localidades em outras partes do mundo. Na capital paulista, serão realizadas 50 atividades presenciais e online. As ações trazem temas como inovação corporativa, economia circular, cinema expandido e ESG (sigla em inglês para governança ambiental e social).
As comemorações são uma iniciativa da World Creativity Organization, organização que desde 2018 busca aumentar a conscientização sobre a importância da criatividade. Em São Paulo, a agenda, concentrada no centro e na zona oeste da cidade, é conduzida pela plataforma A Vida no Centro, que dá visibilidade para iniciativas de inovação social e experiências urbanas.
Programação
A Praça Roosevelt vai receber na quinta-feira (21), a partir das 9h, uma feira de economia circular com diversos brechós. Também serão oferecidas oficinas de compostagem, arranjo de flores secas e de confecção de cadernos artesanais.
À tarde, às 16h, o diretor de carnaval da escola Dragões da Real, Márcio Santana, e o compositor Thiago de Souza participam de uma roda de conversa para contar do processo de pesquisa e criação para a homenagem a Adoniran Barbosa, tema do samba-enredo da escola para o desfile deste ano.
Na sexta-feira (22), a partir das 10h30, o fotógrafo e estudante de biologia Tiago Queiroz propõe uma caminhada pelo bairro central da Santa Cecília para identificação de plantas nativas. Às 18h, a SP Escola de Teatro recebe um painel sobre o processo criativo em filmes e séries com o professor e roteirista Marcelo Starobinas, que trabalhou no filme Jean Charles e na série Pico da Neblina (HBO).
A programação completa pode ser acessada na página do evento.
Edição: Valéria Aguiar
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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