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Dia Mundial do Meio Ambiente reforça conservação das florestas

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Produtores rurais da região de Carajás, no Pará, têm vasculhado a floresta Amazônica em busca de sementes de árvores nativas da região. Ao logo dos últimos três anos, cerca de 17 toneladas de sementes foram coletadas, o que gerou mais de R$ 2,8 milhões em renda às famílias. Neste domingo (5) é celebrado Dia Mundial do Meio Ambiente, a ação reforça o impacto social e econômico da importância da conservação de florestas.

A iniciativa é uma parceria da Vale com a Cooperativa dos Extrativistas da Flona de Carajás (Coex). Entre as espécies coletadas na Floresta Nacional de Carajás estão a castanha-do-Pará, jaborandi, flor de Carajás, açaí, ipê amarelo e tantas outras espécies em uma diversidade de formas, cores e tamanhos presentes na Amazônia. Toda a variedade coletada é adquirida pela Vale e empregada em ações de recuperação de áreas mineradas ou de compensação ambiental realizadas pela empresa.

Após coletadas, as sementes são misturadas e formam um mix, mistura de várias espécies, que plantado possibilita a recuperação do verde em área antes utilizadas pela mineração. São dessas sementes que as mudas utilizadas nas áreas de compensação ambiental são produzidas. O plantio é planejado com base em espécies que possam atrair animais polinizadores e dispersores de sementes, fazendo com que a floresta predomine novamente.

“O meu sentimento é de restauração da vida, de poder contribuir com dias melhores para a humanidade”, afirma a presidente da Coex, Ana Paula Nascimento. “É uma atividade muito promissora que tem um mercado mais aberto em comparação a coleta da folha do jaborandi e que vem fomentar a renda dos cooperados. Sem falar na questão ambiental, em estar contribuindo para o reflorestamento e manter a floresta em pé”, acrescentou.

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Região Amazônica

Em 2019, a Vale se comprometeu a proteger e recuperar mais 500 mil hectares de florestas no Brasil até 2030. Na região Amazônica há 40 anos, a mineradora apoia a proteção de uma área de 800 mil hectares, conhecida como Mosaico de Carajás no Pará, equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo. Segundo a mineradora, a atividade ocupa menos de 2% deste total.

De acordo com o gerente de Meio Ambiente da Vale no Pará, Paulo Rogerio Oliveira, mais de 200 espécies foram coletadas ao longo dos anos, entre castanha-do-Pará, jaborandi, a flor de Carajás, o açaí, ipê amarelo entre outras, e estão sendo utilizadas ao longo das áreas em processo de reflorestamento.

“Essas sementes são as responsáveis por promover no futuro o retorno da biodiversidade ao local e por manter a floresta em pé, a recuperação de áreas mineradas e a recomposição ecossistêmica de áreas de preservação permanente e garantir a conservação de toda beleza que é a Amazônia. Além da relevância social, contribuindo com o desenvolvimento da região, gerando trabalho e renda às famílias extrativistas associadas a Coex”, avalia Oliveira.

Mapeamento

A atuação dos cooperados também amplia o conhecimento sobre a diversidade da Amazônia com capacitação para a identificação e mapeamento de plantas chamadas matrizes, de onde é coletada a semente. No processo de resgate de germoplasma (coleta de sementes) também é acompanhado o ciclo de floração, frutificação e de dispersão de sementes, o que contribui para garantir a variedade e a sua qualidade.

Segundo o especialista em Restauração Florestal da Universidade Federal de Viçosa, Sebastião Venâncio Martins, a semente é indispensável na cadeia de restauração de florestas.

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“A coleta de sementes nativas da Floresta Amazônica gera muitos impactos importantes, tanto sociais, ambientais como econômicos. Nós temos que lembrar que a base da produção de mudas para reflorestamentos é a semente. Então, todo processo para ter um resultado positivo começa lá na colheita de sementes, onde há seleção de árvores matrizes, diversidade de espécies e a geração de mudas de alta qualidade, que apresentam diversidade genética. Isso é extremamente importante para manutenção dessas florestas no futuro”, explica o professor.

De acordo com Martins, as sementes coletadas na floresta podem seguir dois caminhos: a produção de mudas restauração florestal ou na semeadura direta.

“Hoje há uma técnica bastante utilizada, não só na Amazônia, mas na Mata Atlântica também e outros biomas, que é a chamada muvuca de sementes, a mistura de sementes que é incorporada ao solo degradado e pode ser utilizada para enriquecimento de áreas com regeneração natural”, explica. “A cadeia de produção das “sementes” vai gerar bens madeireiros e não madeireiros, como castanhas, palmitos, frutos, que vão possibilitar a comercialização gerando renda para o pequeno produtor”, observou.

O material coletado também pode ser utilizado por meio da “transposição da chuva de sementes”, sistema em que as sementes são retiradas através de coletores instalados na floresta e transferidos para área de restauração.

“As espécies da floresta amazônica têm um grande potencial para utilização, tanto em áreas de restauração ecológica para conservação quanto para restauração produtiva. Temos vários exemplos de espécies da Amazônia que já são utilizadas como a seringueira, a castanha do Pará, o açaí”, afirma.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Geral

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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