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Fazedores de cultura do Rio já podem se inscrever na Flip 2022

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A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SececRJ) está com inscrições abertas até o dia 31 para fazedores de cultura de todo o estado que queiram participar da 20ª Feira Literária Internacional de Paraty (Flip). A Flip 2022 está programada para o período de 23 e 27 de novembro e vai homenagear a escritora negra Maria Firmina dos Reis (1822-1917), considerada a primeira romancista brasileira.

Os empreendedores culturais selecionados serão conhecidos no dia 5 de novembro, quando se comemora o Dia Nacional da Cultura, informou hoje (19) à Agência Brasil o superintendente de Leitura e Conhecimento da SececRJ, Ike Leon. Eles farão parte da programação da Casa da Leitura e do Conhecimento, estande da secretaria na Flip, destinado a propostas ligadas às temáticas de patrimônio, audiovisual, música e livro e leitura. As inscrições podem ser feitas no site da SececRJ.

O formulário de inscrição solicita nome, nome artístico, atividade a ser realizada na Flip, eixo temático ao qual pertence a atividade, portfólio breve sobre a experiência do proponente, data e turno de preferência para participação na programação. Informações podem ser obtidas também nas redes sociais da secretaria.

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Democratização

A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, espera que o espaço, neste ano, seja o mais democrático das edições da feira, proporcionando acesso a todas as pessoas. “Nossa intenção é construir a programação de forma que promova a classe cultural e artística do estado”, disse.

O superintendente Ike Leon destacou que a Casa da Leitura e do Conhecimento da SececRJ nasceu na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no ano passado e, desde então, vem comparecendo a feiras e festivais do estado. “Na Flip, a casa estará presente, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Paraty, como parte da programação oficial.”

As pessoas selecionadas ganharão certificado de participação na Flip. “Vamos fazer a seleção, acolher o máximo de propostas possíveis e permitir que se democratize a oportunidade de exibir trabalhos, de participar de um evento deste porte”.

Lançamento e venda de livros, contação de histórias, palestras, apresentações teatrais são algumas das atividades previstas na Casa da Leitura e do Conhecimento.

Yke Leon disse que na Bienal do Livro de 2021, a Secretaria recebeu cerca de 500 inscrições e conseguiu acolher pessoas vindas de 52 dos 92 municípios do estado. “Gente que nunca tinha pisado na Bienal como público foi, como artista, como escritor. Isso é mais da metade dos municípios do Rio de Janeiro”.

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Na Flip, a meta é possibilitar a maior diversidade possível de municípios, informou Leon. “Acolher o máximo possível de pessoas, de municípios, porque essa é a tônica da nossa gestão: a democratização de tudo, de acesso, de recurso, de oportunidade, de conhecimento”. Segundo o superintendente, a Casa da SececRJ na Flip vai acolher pelo menos uma proposta por hora. 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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