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Fogo no Parque de Itatiaia começou em local de atividade do Exército

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O Exército admitiu nesta terça-feira (18) que o incêndio no Parque Nacional do Itatiaia começou durante uma atividade que envolvia 415 cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, de Resende, na conclusão do Estágio Básico do Combatente de Montanha, atividade de instrução prevista para a formação do oficial do Exército Brasileiro. No entanto, a corporação diz não saber o que iniciou a queimada. 

“As causas do incêndio serão apuradas pelas autoridades competentes e a Academia Militar das Agulhas Negras encontra-se à disposição para contribuir com a elucidação dos fatos, bem como estará comprometida com o esforço conjunto para a recuperação e a preservação do meio ambiente no parque”, diz nota da assessoria de Relações Institucionais e Comunicação Social do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx).

De acordo com a nota, no início da tarde de sexta-feira (14), data de início do incêndio, os militares já estavam embarcados e preparados para retornarem a Resende, quando um foco de incêndio foi identificado próximo aos veículos. “De imediato, alguns militares desembarcaram e iniciaram o combate ao incêndio, utilizando os extintores das viaturas e meios disponíveis no momento. Contudo, devido aos fortes ventos na área e à vegetação bastante seca, o fogo se alastrou, não sendo possível sua contenção”, informou a nota enviada à Agência Brasil.

Por questão de segurança, as viaturas militares foram retiradas do local, e conforme o DECEx, imediatamente foi feita a comunicação à direção do Parque Nacional de Itatiaia, “tendo havido imediata mobilização de apoio do Exército ao parque na contenção do incêndio, o qual vem ocorrendo ininterruptamente”.

De acordo com a assessoria, o apoio da força começou com pessoal especializado e meios disponíveis no local. Na manhã do sábado (15), essa equipe foi substituída pela Brigada de Combate a Incêndio da Academia Militar das Agulhas Negras, composta por cerca de 100 militares.

O DECEx negou que a área onde começou o incêndio tenha sido fechada para que ocorressem as atividades. “Em relação a questionamentos de que os passeios na parte alta do parque estariam fechados por conta desse exercício militar que acontecia no parque, o Exército não tem conhecimento deste fato”. Ainda segundo o DECEx, desde a década de 50, anualmente, a Academia Militar das Agulhas Negras costuma realizar exercícios de montanhismo na área do Parque Nacional do Itatiaia, com uma longa tradição de cooperação e com uma efetiva participação na manutenção do parque.

Procedimento administrativo

Por trâmite necessário, a gestão do Parque Nacional do Itatiaia (PNI) abriu um procedimento administrativo interno para apurar a causa e a origem do incêndio que começou na sexta-feira e atingiu uma área de 200 hectares. Para o início do trabalho, a região onde o fogo começou foi isolada. Serão realizados ainda a identificação dos vídeos das câmeras de monitoramento da região e o mapeamento da área com o uso de drone com câmera de infravermelho.

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Câmeras

O Parque Nacional do Itatiaia tem quatro câmeras de monitoramento de incêndios e a que permitiu monitorar a evolução do fogo neste incêndio foi instalada em fevereiro de 2024. O equipamento tem também a missão de transmitir imagens da região do planalto do Parque, incluindo as Agulhas Negras, para o público em geral por 24 horas ininterruptas. “A transmissão também exibe a temperatura local. Com isso, buscamos promover o Parque como o primeiro do país, despertando interesse público pela região e sua natureza”, informou.

Segundo o gestor do parque, Felipe Mendonça, o isolamento da área onde o incêndio começou não impede a continuação do trabalho de monitoramento da região, que nesta terça-feira (18), é feito por cerca de 73 pessoas de várias instituições.

“Não impede porque a área que a gente isolou é onde iniciou o incêndio, então é uma área onde já não tem a circulação das pessoas para o combate. É essa área que está isolada e não onde há circulação de combatentes”, informou à Agência Brasil.

Além do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), há integrantes da brigada do Parque Nacional do Itatiaia, que está ligado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); do IBAMA (PREVFOGO); do Exército; da concessionária Parquetur, administradora do uso público do PNI. Equipes de outras unidades do ICMBio, como a APA da Mantiqueira e o Parque Nacional da Tijuca também estão presentes. A gestão do Parque conta ainda com o apoio da Prefeitura de Itamonte e da The Nature Conservancy (TNC).

“Atualmente, as equipes dispõem de dois helicópteros, um do CBMERJ e outro do Exército, concentrando esforços nas operações aéreas para alcançar áreas de difícil acesso para os brigadistas. Os pontos de reignição [retomada do fogo] estão sendo controlados pelas equipes de brigada”, informou a gestão do PNI por meio de nota.

Apesar de ainda haver pontos de calor, a avaliação é de que o fogo está controlado. “Neste momento, consideramos que o fogo está controlado, embora existam alguns pontos de calor em áreas de difícil acesso que requerem atenção contínua de nossas equipes. Ainda temos um risco alto”, apontou.

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Perdas

Para Felipe Mendonça, por enquanto, é difícil dimensionar os prejuízos porque, além da perda da biodiversidade com espécies raras e endêmicas, muitas delas desconhecidas, há impactos cumulativos e de longo prazo que ainda não são calculáveis.

“Há o impacto à paisagem e à visitação, com a degradação de trilhas e áreas de escalada. A destruição e fragmentação de habitats com impacto direto à fauna e à flora. Outro aspecto importante é a perda de solo. Os solos das áreas de montanha são fortemente afetados por incêndios florestais, especialmente pelas altas declividades que favorecem a formação de processos erosivos com a ação dos ventos e das chuvas”, completou.

Com relação a volta da visitação, o gestor adiantou que amanhã haverá uma avaliação para verificar se poderá ser liberada a partir de quinta-feira. Por uma questão de segurança as visitas foram suspensas

Incêndio

O incêndio começou na sexta-feira (14), por volta das 14h, na Parte Alta do Parque Nacional do Itatiaia, nas proximidades do Morro do Couto e da portaria da Parte Alta, Posto Marcão. A área está localizada numa região de campos de altitude, acima de 2,5 mil metros. Nesta época do ano, a vegetação local é bastante seca e ultimamente tem sido também de poucas chuvas.

A região do parque costuma registrar as temperaturas mais baixas do país. “Hoje, foi registrado um recorde de temperatura negativa no Brasil no ano de 2024, com -11°C. Esse registro foi feito na nossa estação meteorológica próxima à nascente do rio Campo Belo. Também nesta área está situado o Pico das Agulhas Negras, ponto mais alto do Estado do Rio de Janeiro e o quinto mais alto do Brasil”, informou a gestão do PNI.

O Parque Nacional do Itatiaia já foi atingido por outros incêndios. O maior da história foi em 1963, que durou 35 dias de fogo e consumiu 4 mil hectares. Em 1988 o fogo destruiu 3,1 hectares e um servidor ficou desaparecido. Em 2001, o incêndio provocado por dois turistas que se perderam e fizeram uma fogueira, acabou com mais de 1 mil hectares. A mesma área foi atingida pelo fogo em 2007 e três anos depois foram 1,2 hectares.

O Parque Nacional do Itatiaia, que é o primeiro do Brasil, completou 87 anos no dia em que começou este incêndio. “Protege uma parte importante da Mata Atlântica na Serra da Mantiqueira, abrangendo o sul fluminense e sul de Minas, e recebe cerca de 150 mil visitantes por ano”, concluiu a gestão do PNI.

Fonte: EBC GERAL

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Itaipava contrata Virgínia Fonseca para seu time de influenciadores

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A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis – maior cervejaria com capital 100% nacional –, anuncia a assinatura de contrato com a influenciadora Virgínia Fonseca para integrar o squad de influenciadores da marca. A parceria faz parte do movimento de relançamento e reposicionamento de Itaipava, que busca expandir seu target e fortalecer a conexão com um público mais jovem, sem perder os atributos e territórios que consolidaram a marca ao longo de sua trajetória.
Com 54,5 milhões de seguidores, Virgínia chega para somar ao time como uma aliada estratégica na aproximação com novas audiências. Sua entrada no squad contribui para impulsionar o crescimento da marca por meio do aumento da penetração em novos consumidores, especialmente em um target mais jovem, ampliando a base de público sem ruptura com os pilares que sustentam o equity de Itaipava.
O investimento em creators digitais integra a estratégia de marketing da companhia, que tem como objetivo aumentar a visibilidade de suas marcas, fortalecer a conexão com os consumidores e ampliar sua presença nas diferentes ocasiões de consumo.
“Por meio de uma comunicação mais próxima e autêntica, conseguimos gerar conexões genuínas com o público. Cada influenciador do nosso squad exerce um papel estratégico para fortalecer o posicionamento, ampliar a visibilidade e consolidar a lembrança das marcas”, afirma Diego Santelices, Head de Comunicação e Mídia do Grupo Petrópolis. “Neste momento de relançamento, contar com a Virgínia como parte do time reforça nossa estratégia de expansão de target, contribuindo para a entrada em novos públicos e para a construção de relevância junto às novas gerações, sempre preservando a essência da marca”, completa.
Virgínia se junta ao time de influenciadores de Itaipava, que já conta com nomes como Nicole Bahls, Álvaro Xaro, Caio Afiune e Thaynara OG, além de Ivete Sangalo, embaixadora da marca.
A contratação reforça a estratégia da companhia de diversificar o perfil dos influenciadores e utilizar diferentes vozes para amplificar as mensagens-chave da marca, promovendo crescimento incremental por meio da expansão de penetração e fortalecendo sua presença junto às novas gerações.
SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.
SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
Para mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br

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