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Governo de São Paulo entrega reforma do Museu da Inclusão

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A partir do dia 10 de dezembro, o público terá acesso ao novo Museu da Inclusão, com a exposição “Pessoa com deficiência: lutas, direitos e conquistas”. A reforma foi entregue hoje (1º) pelo governo do estado depois de suas instalações internas passarem por restauro e modernização com troca do piso para facilitar a circulação de cadeiras de rodas, troca do piso podotátil, troca da iluminação e adequação do espaço de exposição e dos espaços de atendimento e estudos. As obras começaram em janeiro. O investimento foi de R$ 860 mil.

“Com o museu, a ideia é que, a partir dessa exposição, os visitantes possam refletir sobre a pessoa com deficiência, mudar sua visão e, principalmente, mudar sua atitude em relação a elas. Vamos ver toda a história da pessoa com deficiência nos últimos 40 anos, abrangendo sua luta no mundo e especialmente no Brasil, desde a Constituição de 1980, quando esses cidadãos participaram ativamente do movimento por uma nova Constituição. São fotografias com base na história de muitos ativistas que participaram desse movimento”, explicou a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Aracélia Costa.

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O governo estadual também entregou 91 vans acessíveis para 55 municípios, no âmbito dos programas Nova Frota-SP Não Para e Cidade Acessível. Os veículos possibilitam um transporte seguro e adequado de pessoas com deficiência física que utilizam cadeira de rodas.

Investimento

“As vans adaptadas possuem nove lugares para passageiros, sendo três lugares exclusivos para cadeiras de rodas. [Os carros] são equipados com sistema de elevador para acesso da cadeira de rodas ao veículo, além de ar-condicionado, fixadores e cintos de segurança, garantindo maior mobilidade e conforto. O investimento do estado foi de R$ 32 milhões”, disse a secretária.

As entregas coincidem com o mês em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, em 3 de dezembro, e abrem o calendário de comemorações da data.

“Além de ser um dia festivo, importante, é um dia para todas as pessoas mudarem seu olhar, garantindo que as pessoas com deficiência tenham espaços acessíveis para exercer seu direito com dignidade”, afirmou Aracélia.

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Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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