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Jornalista que passava carnaval em São Sebastião noticia desastre
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Thiago Reis curtia o carnaval com a namorada e os amigos na Barra do Sahy, em São Sebastião, quando o temporal atingiu a região na madrugada de domingo (19). Jornalista, ele mantém um blog independente para noticiar fatos de sua cidade, Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Mas não imaginava que, durante seu feriado de diversão no litoral, acordaria em meio a uma situação de emergência e calamidade pública. “Não tínhamos ideia da intensidade do temporal, mas depois vimos que a Barra do Sahy foi um local bem castigado”.
Segundo a prefeitura de São Sebastião, Barra do Sahy e Juquehy foram os bairros mais afetados pelas chuvas. Estando no meio de um desastre, Thiago Reis vestiu a roupa de repórter e começou a trabalhar na área. “Soubemos que morreu morador, teve deslizamento de terra. Foi lá que consegui fazer a imagem de um resgate”, conta.
A imagem foi publicada nas redes do Blog do Mogiano e foi divulgada até por uma emissora de TV. “Acho que a informação é um direito do cidadão. O que eu consegui ali foi fazer a informação chegar até as pessoas. A imprensa não tinha chegado naquela área. A TV Record só foi chegar hoje”, conta Thiago.
Depois de cumprir seu papel de jornalista, Thiago decidiu antecipar seu retorno para Mogi das Cruzes. Arrumou suas coisas, entrou no carro e partiu de volta. O que ele não esperava era o caos nas vias da cidade. “Demorei sete horas pra chegar em Bertioga. É pertinho daqui, mas demorou sete horas. Só chegamos hoje de manhã”, explica Thiago, que teve a ideia de criar o blog para oferecer notícias independentes para as pessoas de Mogi das Cruzes.
Na cobertura da tragédia de São Sebastião, Thiago divulgou imagens próprias e também aquelas que recebeu de colaboradores, por WhatsApp.
Edição: Valéria Aguiar
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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