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Morre Mestre Zumbi Bahia

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Faleceu neste sábado (15) uma das maiores lideranças negras do Maranhão: Adalberto Conceição da Silva, mais conhecido como Mestre Zumbi Bahia. O falecimento do mestre de capoeira, cantor, compositor, coreógrafo, percussionista e mestre em Ciências da Educação foi informado pelo Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN-MA).

Até o momento não foi divulgado o motivo da morte de Mestre Zumbi Bahia. “É com pesar que recebemos a notícia da passagem do companheiro Adalberto Da Conceição Silva, nosso Mestre Zumbi Bahia. Respeitado e aplaudido pelos seus feitos, Zumbi Bahia deixa um significativo legado na arte e na cultura afrobrasileira, em especial no Maranhão”, informou o CCN, em nota publicada nas redes sociais.

“O Centro de Cultura Negra do Maranhão manifesta gratidão e homenagens pela sua contribuição no Akomabu, no Abanjá e se solidariza com familiares e amigos. ‘Me banho nas forças que vem do infinitivo! Atravessando as barreiras do Sol’. Esteja em paz Zumbi Bahia! Que o Orum lhe receba em festa!”, completa a nota.

Em outro post, o CCN agradece ao mestre pelos ensinamentos; pelos “zumbidos culturais”; bem como pela ginga, luta, caráter, “e por nos ter feito entender a grandeza de ser negro… negra! Por nos ter feito respeitar nossa ancestralidade, nossa religião e nossa cultura. Eternamente nossa gratidão”, diz o texto.

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Erradicado em São Luís (MA), Zumbi Bahia criou o Coletivo Cultural Oficina Afro. Sua carreira artística teve início no grupo Filhos de Obá, em Salvador (BA). Já no Maranhão, foi coordenador Pedagógico do lnstituto Officina Affro.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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