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Operação Verão reforça segurança em praias do Rio

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A prefeitura do Rio de Janeiro inicia hoje (17) a Operação Verão 2022/2023, cujo objetivo é reforçar o patrulhamento preventivo, a fiscalização das posturas municipais e as ações de ordenamento urbano e de trânsito sobretudo nas praias. A iniciativa envolve a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e a Guarda Municipal.

Além da orla nas zonas sul e oeste, a operação também abarca o Parque Madureira, o Parque Radical de Deodoro, a Ilha do Governador e a Ilha de Paquetá. Ao todo, 440 agentes serão envolvidos, dos quais 89 atuarão exclusivamente no monitoramento do trânsito, com atenção especial aos finais de semana e feriados, quando o movimento nas praias é maior.

Guardas serão destacados para patrulharem locais estratégicos da orla, vias de acesso, pontos de ônibus e terminais do BRT, para prevenir depredações aos coletivos. As equipes contarão com 67 viaturas.

Segundo nota divulgada pela prefeitura, a Operação Verão foi criada para oferecer aos banhistas, moradores e turistas um ambiente seguro e ordenado para que possam curtir as maravilhas da cidade. O município acrescenta que o trabalho conta ainda com o suporte das equipes do Núcleo de Videopatrulhamento da Guarda Municipal, que monitoram 80 câmeras redirecionadas para reproduzir imagens do calçadão e da faixa de areia.

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“Os flagrantes de crimes são enviados pelo celular para os guardas identificarem e abordarem os suspeitos. O material em vídeo é cedido à Polícia Civil, para auxiliar no registro de ocorrências nas delegacias”, acrescenta o texto. Haverá também fiscalização na faixa de areia para coibir o som alto e outros tipos de desordens que geram transtornos aos frequentadores das praias.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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