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Paula Borgo, ex-jogadora da seleção de vôlei, morre vítima de câncer

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A ex-jogadora da seleção feminina de vôlei Paula Borgo morreu vítima de um câncer no estômago. A atleta de 29 anos descobriu o tumor em setembro do ano passado, quando precisou se afastar das quadras. Desde então, vinha lutando contra a doença. A notícia do falecimento foi dada pela mãe da oposta em sua rede social.

Paula Borgo — Foto: Reprodução instagram

Paula Borgo — Foto: Reprodução instagram

O tumor foi diagnosticado durante os exames médicos realizados na pré-temporada do Barueri, equipe que a atleta defenderia na última Superliga. Paula Borgo vinha da Itália, onde atuou pelo Bergamo. Antes ela havia jogado pelo Kale e Nilufer, da Turquia. Na sua última passagem pelo Brasil, a oposta vestiu a camisa do Fluminense.

Pela seleção, chegou a subir no pódio com a equipe do técnico Zé Roberto Guimarães. Em 2019, em Nanquim, garantiu a medalha de prata na Liga das Nações e estava com o time que venceu o Pré-Olímpico para os Jogos de Tóquio. Nas categorias de base, foi campeã mundial sub-23.

Mãe anuncia o falecimento de Paulo Borgo — Foto: Reprodução

Mãe anuncia o falecimento de Paulo Borgo — Foto: Reprodução

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Durante o tratamento, Paula chegou a ir a alguns jogos do Osasco pela Superliga no José Liberatti. Ao ser reconhecida pelos torcedores, recebia carinho e apoio para continuar na luta contra a doença.

Ana Paula Borgo morreu em decorrência de um câncer no estômago — Foto: Getty Images

Ana Paula Borgo morreu em decorrência de um câncer no estômago — Foto: Getty Images

Há dois dias, Paula fez a última postagem em suas redes sociais. Ela fez uma homenagem ao marido Carlos relembrando o dia de aniversário de casamento deles. No texto, escreveu que não estava bem para comemorar e agradeceu o apoio incondicional do parceiro.

“Nosso dia 5 passou e eu não estava bem para falar. Passamos o dia 5 no hospital com você cuidando de mim e me dizendo o quanto me ama. Já vi relatos de maridos que abandonaram as esposas quando adoeceram, Carlos foi completamente diferente, ele só demonstrou o quanto me amava, mostrando que ele realmente era o homem que Deus mandou pra mim.”

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) postou uma homenagem em suas redes sociais, assim como o Fluminense, último clube que a jogadora defendeu no Brasil.

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A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou nota lamentando o falecimento da jogadora e ressaltando a contribuição dela para a seleção.

“A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da jogadora Ana Paula Borgo, aos 29 anos. Ela foi um grande talento do vôlei nacional e defendeu a seleção brasileira em importantes competições como a Liga das Nações e os Jogos Pan-Americanos. Ana Paula Borgo participou da conquista do Mundial Sub-23, na Turquia, e defendeu o Brasil nas seleções de base. Pelos clubes, representou grandes equipes como Praia Clube, Osasco e Pinheiros e atuou no exterior em países como Turquia e Itália. Neste momento tão difícil, a CBV se solidariza com a família e amigos de Ana Paula Borgo.”

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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