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Protesto contra mineradora marca três anos de evacuação em Itatiaiuçu

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Fora de suas casas há exatos três anos, moradores do entorno de uma barragem em Itatiaiuçu (MG) protestaram hoje (8) contra a mineradora ArcelorMittal. Eles realizaram uma carreata onde apresentaram 12 reivindicações, entre elas, celeridade no pagamento das indenizações, levantamento da desvalorização dos imóveis, reconhecimento de danos morais, garantia de moradia aos caseiros e inquilinos e manutenção de cesta básica para as famílias atingidas.

A barragem integra a Mina Serra Azul. Como ocorreu em outras cidades, a evacuação em seus arredores foi um dos desdobramentos da tragédia de Brumadinho (MG), ocorrida em 25 de janeiro de 2019. No episódio, o rompimento de uma estrutura da Vale causou 270 mortes e gerou impactos socioeconômicos e ambientais na bacia do Rio Paraopeba.

Após a tragédia, um pente-fino nas barragens de diversas mineradoras foi realizado por meio de vistorias da Agência Nacional de Mineração (ANM) e de ações de fiscalização do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Como resultado, dezenas de barragens foram consideradas inseguras e ficaram impedidas de operar. As evacuações foram determinadas para os casos mais preocupantes.

As remoções em Itatiaiuçu começaram em 8 de fevereiro de 2019, afetando cerca de 200 moradores. Posteriormente, outras pessoas foram notificadas para abandonarem suas residências diante de estudos que mostraram uma área mais extensa a ser inundada em caso de rompimento. Foram cadastradas 655 famílias atingidas, que tiveram algum tipo de prejuízo. Quatro comunidades foram afetadas parcialmente: Vieiras, Lagoa das Flores, Pinheiros e Retiro Colonial. Sítios e chácaras que eram usados por seus donos nos fins de semana também ficaram interditados.

Em junho do ano passado, a Arcelor Mittal assinou um acordo para indenização e reparação integral dos danos causados aos moradores. Nas negociações, os atingidos contaram com o apoio da Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), entidade que eles escolheram como assessoria técnica. O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também participaram das tratativas. Na celebração do acordo, as duas instituições de Justiça anunciaram a pactuação de medidas inéditas. Foram definidos valores referentes à privação do acesso a suas moradias, paralisação de atividades econômicas e agropecuárias, danos morais e danos coletivos.

“É um resultado emblemático em termos de negociação envolvendo os direitos de pessoas atingidas por barragens, porque, ao levar em conta o princípio da centralidade do sofrimento dos atingidos como eixo norteador de todas as suas cláusulas, conseguiu alcançar critérios de reparação bastante favoráveis, em termos de justiça material e moral relacionada a conflitos socioambientais envolvendo a atividade de mineração”, registra a nota divulgada na ocasião pelo MPF e pelo MPMG.

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As duas instituições apontaram que a participação ativa dos atingidos e o comprometimento da Arcelor Mittal com o diálogo foram fundamentais para o desfecho. Segundo elas, foi possível obter soluções consensuais e extrajudiciais, o que não ocorre em casos similares geralmente devido à conduta das mineradoras.

Para o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), o acordo representou uma conquista. A entidade divulgou nota na época avaliando que os avanços decorreram da luta e da construção coletiva. No entanto, avaliou que a mineradora buscou reduzir valores e direitos. Também lamentou o não reconhecimento da desvalorização dos imóveis que não foram atingidos.

A nota do MAB registrou, por outro lado, alguns avanços como o reconhecimento dos caseiros e inquilinos como atingidos. “Esse é também o primeiro caso que nós conhecemos em que a indenização pela impossibilidade de uso da residência não implicou na perda da propriedade. A população comemora os passos dados, mas também afirma que continuará em luta pelos seus direitos”, acrescentou.

Implementação do acordo

Apesar de considerarem o acordo como uma conquista, os atingidos criticam a sua implementação. Entre as queixas, está a demora para o pagamento das indenizações e para o cadastramento de atingidos ainda não reconhecidos, além da exigência de complexos laudos médicos para comprovação de danos morais. Eles cobram ainda as correções monetárias dos valores previstos, que já teriam sofrido perdas decorrente do tempo.

“A expectativa dos atingidos era de que em dezembro do ano passado estivesse tudo resolvido e até hoje não tem nada resolvido. Agora, queremos que até agosto todos estejam indenizados. Vamos garantir que aquilo que foi acordado seja cumprido”, disse Pablo Dias, integrante da coordenação do MAB.

Em nota, a ArcelorMittal diz que está empenhada em amparar as famílias evacuadas e mitigar os impactos causados e afirma já estar em diálogo com os atingidos para tratar das reivindicações apresentadas. Segundo a mineradora, o processo de indenização está avançando e já foram celebrados os primeiros acordos individuais, contemplando valores relativos à moradia, atividades econômicas e agropecuárias, bem como danos morais.

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“Ao longo dos últimos anos, enquanto perdurava o processo de levantamento dos danos pela assessoria técnica independente, a empresa promoveu inúmeras ações, incluindo o aluguel de casas, pagamento para auxílio às famílias e antecipações de indenizações. Sobre o tempo das negociações, esclarece-se que este é influenciado pelo ritmo de apresentação dos documentos e calendário construído pela assessoria técnica”, acrescenta a mineradora, dizendo ainda que respeita o direito de manifestação.

Em janeiro deste ano, a Aedas anunciou a assinatura de acordos de indenização com as duas primeiras famílias. Segundo a assessoria técnica que dá suporte aos atingidos, foi uma conquista importante no processo de reparação integral. “Ainda temos um longo caminho pela frente e muitas batalhas para garantir o direito de todos e todas. A Aedas seguirá ao lado de todos os atingidos e atingidas nessas lutas”, disse a entidade.

Retorno às casas

Não há previsão para que os atingidos retornem a suas residências, o que só poderá ocorrer quando as avaliações atestarem a segurança da barragem. A estrutura se encontra no nível de emergência 2, numa escala que vai até 3, quando o risco de rompimento é considerado iminente. O acordo firmado em junho do ano passado também estabeleceu as ações que a ArcelorMittal deveria executar visando a retomada da segurança. Com o futuro indefinido, os removidos vivem atualmente em imóveis alugados pela mineradora. 

O retorno à área interditada depende da descaracterização da barragem. Ela foi construída pelo método de alteamento a montante, o mesmo empregado na estrutura que se rompeu em Brumadinho e também da que provocou outra tragédia de grande proporções em 2015 na cidade de Mariana (MG). A tecnologia foi banida no estado por força Lei Estadual 23.291/2019 e as barragens que a empregam devem ser obrigatoriamente descaracterizadas. Em âmbito nacional, a ANM editou uma resolução com determinação similar.

Segundo a ArcelorMittal, a barragem da Mina Serra Azul está desativada desde 2012 e, para viabilizar a descaracterização, será construída previamente uma estrutura de contenção capaz de reter os rejeitos em caso de rompimento. Em dezembro do ano passado, um termo de compromisso para tratar da questão foi firmado com o MPF e o MPMG. Foi dado à mineradora um prazo até o dia 30 de novembro de 2022 para apresentar o projeto executivo de descaracterização da barragem.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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Itaipava convoca Ronaldinho Gaúcho para ser embaixador da marca e revela o “segredo” de seu passe mais icônico

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A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis, anuncia Ronaldinho Gaúcho como seu mais novo embaixador, no território do futebol. O anúncio revela, com humor, o segredo de um dos lances mais emblemáticos da história do futebol brasileiro envolvendo o craque.

Ídolo dentro e fora de campo, Ronaldinho segue como um dos nomes mais reconhecidos e carismáticos do futebol, com forte conexão com a torcida brasileira. Agora, ele passa a representar a marca em uma parceria que une futebol e identidade nacional.

Criada pela WMcCANN, a ação revela o segredo por trás da jogada que marcou gerações: o icônico movimento em que o craque olha para um lado e toca a bola para o outro – um lance que encantou torcedores e segue vivo no imaginário popular.

E quem revela o segredo é o próprio Ronaldinho. Em tom leve e bem-humorado, o atleta conta que tudo começou em um jogo entre amigos, em um campinho ao fim de tarde. É nesse cenário que o público descobre o que estava por trás do movimento. Mais do que confundir o adversário, o olhar do jogador estava direcionado a algo que chamava atenção fora das quatro linhas: uma garrafa de Itaipava gelada ao lado do campo.

“Também, quem resiste a uma Itaipava? Receita brasileira, ingredientes de qualidade… a minha cerveja com muito orgulho”, comenta o craque, reforçando o tom leve e descontraído da parceria.

O anúncio de Ronaldinho Gaúcho como embaixador de Itaipava reforça a identificação da marca com o futebol. A parceria é realizada em colaboração com a BDB BR, responsável pela seleção, curadoria e gestão do talento.

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“O brasileiro aprecia tomar uma cerveja quando vê futebol e a Itaipava retornou com tudo a esse território: patrocinamos os amistosos e as eliminatórias no ano passado e fomos a cerveja oficial do Campeonato Paulista 2026”, diz João Netto, diretor de Marketing e Trade do Grupo Petrópolis. “A contratação do R10 reforça a tradição da marca no futebol”, completa.

“Ronaldinho é um ícone que traduz leveza e brasilidade, atributos que também estão no DNA de Itaipava. Trazer esse lance tão marcante para o centro da campanha foi uma forma de criar uma conexão genuína com o público, revelando uma história de forma inusitada e alinhada ao território da marca”, explica Diego Santelices, head de comunicação e mídia do Grupo Petrópolis.

“Partimos de uma verdade cultural muito forte: uma das jogadas mais conhecidas da história do futebol, feita por um dos ícones mais reconhecidos. A partir disso, construímos uma narrativa que surpreende todos os fãs do Ronaldinho e do esporte. Uma revelação divertida, conectando futebol e Itaipava de forma inusitada”, comenta Guilherme Aché, diretor de criação da WMcCANN.

Ao transformar um gesto consagrado em narrativa publicitária, Itaipava reforça sua estratégia de se conectar com o público por meio de histórias que fazem parte da cultura brasileira e de uma paixão nacional, que é o futebol. Ao lado de um ídolo que fez história e marcou gerações, a marca aposta nessa identificação da torcida brasileira com um dos melhores jogadores de todos os tempos, para fortalecer sua presença no cotidiano do consumidor.

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SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.

SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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