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São Paulo reduz programa Ruas Abertas

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A prefeitura de São Paulo reduziu o período de operação do programa Ruas Abertas, no bairro da Liberdade e na Avenida Paulista, mudança que entrou em vigor nesse domingo (22). A medida estabelece o fechamento de ruas para veículos visando liberá-las para pedestres e ciclistas aos durante domingos e feriados.

Conforme texto publicado no Diário Oficial, o horário que passa a vigorar será das 9h às 16h. Antes da alteração da medida, o bairro da Liberdade tinha as ruas fechadas para veículos motorizados das 9h às 20h, o que significa que a população perdeu quatro horas sem automóveis.

Já na Avenida Paulista perdeu-se uma hora, uma vez que o horário de funcionamento era das 8h às 16h. A alteração ocorreu tendo em vista “maior efetividade no atendimento às obrigações de fiscalização, zeladoria, limpeza e varrição”. 

Arte e lazer

O programa Ruas Abertas foi criado em setembro de 2015, durante a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad. A iniciativa – concebida como tentativa de estimular a ocupação de vias por projetos de arte e lazer – foi oficializada através de lei, em dezembro de 2016, quando a prefeitura informou que, no total, a ação abrangia 29 ruas em diferentes bairros e sinalizou que pretendia estender a medida a 32 subprefeituras, de modo que todas tivessem pelo menos uma rua aderindo ao programa.

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Em julho deste ano, a gestão municipal atualizou os planos para o programa, destacando que estudava a inclusão da Avenida São João. Entre as justificativas, estaria o fomento ao turismo e ao comércio locais.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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