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Secom diz que 1,2 milhão de pessoas estiveram no 7 de setembro no DF

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O secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), André Costa, fez um balanço das comemorações do Bicentenário da Independência e da importância da data ao programa A Voz do Brasil desta quinta-feira (8).

Segundo ele, a Secom estima que cerca de 1,2 milhão de pessoas estiveram presentes nas comemorações realizadas em Brasília e que contaram com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

“A simbologia do 7 setembro ela é muito forte para nós brasileiros porque é o nascimento do Brasil como nação independente, onde se pode reafirmar nossos valores, onde a gente ganha uma bandeira para poder simbolizar todo nosso povo, todo nosso território. E conhecer a nossa história faz com que desperte no interior de cada um de nós, nas nossas emoções, essa valorização por todos aqueles que deram sua vida, derramaram o seu suor no nosso país para que hoje nós pudéssemos ser esse povo maravilhoso que nós somos”, disse.

Na entrevista, o secretário falou também sobre a vinda do coração de Dom Pedro I para ser exposto no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

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Segundo ele, mais de oito mil pessoas visitaram a exposição. “É um feito histórico e inédito. Em mais de 180 anos o coração de Dom Pedro jamais tinha saído de Portugal”, revelou.

Por fim, Costa falou sobre a reabertura do Museu do Ipiranga, em São Paulo, que ficou nove anos fechado.

Ele disse que foram investidos R$ 183 milhões na restauração do museu, graças à Lei Rouanet. Mais de três mil itens foram restaurados. “É uma forma de se reviver, de fato, a nossa história”, disse. E completou: “Observando os documentos, as pinturas, é como que entrar numa imersão na história”.

Assista na íntegra:

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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