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Seminário discute papel dos museus nos 200 anos de Independência

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O papel dos museus e da museologia no Bicentenário da Independência do Brasil é tema de discussão que começou ontem (27) e termina hoje (28) no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), em São Cristóvão, na zona norte do Rio.

Chamado de “Museus, Museologia e Ciência: 200 anos de in(ter)dependência, inquietude e utopia”, o seminário terá a programação retomada às 10h30 desta sexta-feira, com conferência da pesquisadora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Tereza Cristina Moletta Scheiner. 

O tema da conferência é “Museus, formação e afirmação da Museologia no Brasil e na América Latina: dependências, independências ou interdependências”?. O objetivo é ampliar o o olhar para os processos que nossos vizinhos também viveram com o fim da colonização europeia.

No período da tarde, a discussão avança no tempo e aborda a primeira metade do Século 20 à década de 70 na segunda mesa do dia, com três debatedores, sendo um deles o atual diretor do Museu da República, Mário de Souza Chagas.

A virada do Século 20 para o 21 e das perspectivas interdisciplinares à  transdisciplinaridade é o tema da última mesa, que terá Aline Montenegro Magalhães (Museu Paulista/USP), Clóvis Carvalho Britto (UNB) Marília Xavier Cury (Museu de Arqueologia e Etnologia/USP) e Luiz Carlos Borges, do MAST, como mediador.

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Para participar, é preciso se inscrever no site do evento. As inscrições custam R$ 50  para profissionais e R$ 25 para estudantes.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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