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Testemunha grava momento que polícia resgata Marcelinho Carioca de cativeiro

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Imagens feitas por testemunha mostram o momento em que o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca foi encontrado pela Polícia Militar no cativeiro em que era mantido desde a noite desse domingo (17/12). Três sequestradores, dois homens e uma mulher, foram presos.

Na gravação, Marcelinho aparece dentro da viatura ao lado de uma mulher. Os dois cobrem o rosto. Nas imagens, também é possível ver uma mulher sendo conduzida ao porta-malas da viatura. Ela seria uma das sequestradoras.

Assista:

O ex-jogador foi localizado em Itaquaquecetuba, próximo à rua em que seu carro havia sido encontrado de manhã. Após ser libertado do cativeiro, Marcelinho foi levado até a sede da Delegacia Antissequestro, no centro de São Paulo, onde deve ser ouvido.

Marcelinho Carioca, ídolo de Brasiliense e Corinthians, havia sido visto pela última vez no show do cantor de pagode Thiaguinho, na Arena Corinthians. Pouco antes de o ex-jogador ser solto, os sequestradores divulgaram um vídeo em que ele aparece dizendo que havia se envolvido com uma mulher casada.

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“Eu tava no show em Itaquera, curtindo lá um samba, e aí eu saí com uma mulher que é casada. Fui saber depois. O marido dela me pegou, me sequestrou e esse foi o B.O.”, diz Marcelinho no vídeo.

Assista:

Sequestradores pediram R$ 30 mil via Pix

Ao Metrópoles, a assessora de Marcelinho, Alessandra Zanchetta, afirmou que os criminosos procuraram o empresário Luan Zaviolo, que administra um resort da família do ex-jogador no interior de São Paulo, para exigir o resgate.

Segundo Alessandra, a família não transferiu os R$ 30 mil por orientação da Delegacia Antissequestro (DAS), que investiga o caso.

Três pessoas, dois homens e uma mulher, já foram detidas pela polícia. Elas estão ligadas a contas bancárias que foram repassadas à família de Marcelinho para transferir o dinheiro do resgate.

Luan teria pedido aos criminosos alguma prova de que Marcelinho estava vivo e pôde conversar com ele por WhatsApp. O vídeo que circulou nas redes sociais, no qual o ex-jogador aparece no cativeiro ao lado de uma mulher, foi feito pelos sequestradores

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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