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UFRJ inaugura projeto de geração simultânea de eletricidade e água

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A Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia – da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou hoje (23) um protótipo chamado Ilha de Policogeração Sustentável capaz de gerar simultaneamente eletricidade, água destilada e biodiesel. Segundo a professora e coordenadora do projeto, Carolina Naveira-Cotta, o sistema conjuga o uso de energia solar com a recuperação de calor.

“Temos painel solar que gera eletricidade e, ao gerar eletricidade, joga fora muito calor no ambiente. Esse calor é recuperado para a destilação de água. Por isso, permite gerar eletricidade simultaneamente à água destilada. Essa água é potável, pode ser usada para consumo humano ou ter algum uso industrial”, informou, em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com a professora, o projeto pioneiro no país pode ser um importante aliado de prefeituras e comunidades remotas do semiárido nordestino que não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional, chamadas de off-grid. Ilhas, áreas em conflito ou de desastres ambientais também seriam atendidas.

A professora coordenadora do projeto, Carolina Cotta apresenta a Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos na COPPE/UFRJ A professora coordenadora do projeto, Carolina Cotta apresenta a Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos na COPPE/UFRJ

A coordenadora do projeto, Carolina Cotta apresenta a Ilha de policogeração sustentável – Tomaz Silva/Agência Brasil

“Pode ser aplicado em qualquer lugar que esteja remoto ou inóspito. Então, se pode pensar em uma ilha, uma plataforma, um navio, no semiárido do nordeste, para atender comunidades que dependam de energia e também de água”, revelou, completando com o exemplo de uma ilha também off-grid. “Não tem cabo chegando lá [na ilha], em vez de queimar diesel no gerador, coloca um painel, gera eletricidade e transforma água do mar em água potável”, comentou.

A professora informou que no semiárido nordestino há cerca de 4 mil comunidades identificadas com necessidade de água. Atualmente, revelou, o Programa Água Doce (PAD) do governo federal atende 900 comunidades com o sistema funcionando, o restante está a espera de ter energia ou água ou os dois simultaneamente.

Equipe envolvida na criação da Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos na COPPE/UFRJ Equipe envolvida na criação da Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos na COPPE/UFRJ

Equipe envolvida na criação da Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos na COPPE/UFRJ – Tomaz Silva/Agência Brasil

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“Certamente, no Nordeste a gente tem uma área de aplicação imediata”, observou, destacando que o PAD faz dessalinização da água, mas necessita de eletricidade e, por isso, nem todas as comunidades identificadas puderam ser atendidas. “O nosso descentralizador pode ser complementar ao PAD.”

Segundo a Coppe, o protótipo é financiado pela Petrogal Brasil via Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Embrapii-Coppe, e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Marinha do Brasil.

O projeto desenvolvido no Laboratório de Nano e Microfluidica e Microssistemas (LabMEMS) da UFRJ vai completar em junho dois dos três anos definidos no contrato. O protótipo foi montado há cerca de um ano. Chefiado pela professora, contou com a participação de 15 pesquisadores.

Investimentos

A coordenadora afirmou que projetos do tipo passam por uma escala que vai se 1 a 9, criada pela Nasa para indicar o amadurecimento tecnológico de um produto. Na escala, o máximo representa que pode ser comercializado. O projeto apresentado hoje está em TRL (Technology Readiness Level) 6, correspondente a demonstrador em ambiente relevante. Para o projeto subir de nível depende de investimentos do governo federal ou de empresas do setor privado interessadas na sua aplicação.

Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos é inaugarada COPPE/UFRJ Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos é inaugarada COPPE/UFRJ

Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos é inaugarada COPPE/UFRJ – Tomaz Silva/Agência Brasil

“O governo federal ou alguma empresa que tenha interesse em trabalhar conjuntamente para replicarmos ou levar esse demonstrador daqui para um lugar operacional, ou seja, interior do Nordeste, por exemplo. Ele está pronto e demonstrado para ganhar escala, mas, para isso, precisamos de colaborações ou do governo federal ou de indústrias”, relatou, afirmando ter esperança de que a Petrogal Brasil tenha interesse em dar continuidade ao projeto.

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“Eles poderiam ser a própria indústria, continuando a colaboração, mas hoje aqui, na inauguração, tivemos várias empresas e agências que poderiam também ter interesse e ajudar no próximo passo.”

Custos

Conforme a professora, é difícil falar em valores, uma vez que foi desenvolvido apenas um protótipo. Os custos, segundo ela, podem cair se ele for produzido em grande escala. “Os custos são similares a qualquer processo de dessalinização. Só que, aqui, a vantagem é que depois de instalado é muito mais barato, porque é autossuficiente. Gera eletricidade e, com o rejeito com o calor jogado fora, dessaliniza a água, então, os custos operacionais, a nossa expectativa é que sejam menores que em outros processos”, disse.

A pesquisadora Cristiane Mesquita demostra equipamento para criação da Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos na COPPE/UFRJ A pesquisadora Cristiane Mesquita demostra equipamento para criação da Ilha de policogeração sustentável capaz de gerar eletricidade, água destilada, biocombustível e outros insumos na COPPE/UFRJ

A pesquisadora Cristiane Mesquita demostra equipamentos  na COPPE/UFRJ – Tomaz Silva/Agência Brasil

O protótipo, inaugurado nesta segunda-feira, está montado em frente ao Centro de Tecnologia 2, Cidade Universitária da UFRJ, na Ilha do Fundão, zona norte do Rio.

A ilha de policogeração sustentável ocupa uma área de 200m², onde foram instalados um painel fotovoltaico de alta concentração, com capacidade de gerar cinco quilowatts de energia elétrica e oito quilowatts de energia térmica, recuperáveis, além de três conjuntos de coletores solares para aquecimento de água. A ilha é flexível e pode ser modificada para uso em outros locais e adaptada para cogeração de outros insumos, dependendo do objetivo e uso.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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Itaipava convoca Ronaldinho Gaúcho para ser embaixador da marca e revela o “segredo” de seu passe mais icônico

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A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis, anuncia Ronaldinho Gaúcho como seu mais novo embaixador, no território do futebol. O anúncio revela, com humor, o segredo de um dos lances mais emblemáticos da história do futebol brasileiro envolvendo o craque.

Ídolo dentro e fora de campo, Ronaldinho segue como um dos nomes mais reconhecidos e carismáticos do futebol, com forte conexão com a torcida brasileira. Agora, ele passa a representar a marca em uma parceria que une futebol e identidade nacional.

Criada pela WMcCANN, a ação revela o segredo por trás da jogada que marcou gerações: o icônico movimento em que o craque olha para um lado e toca a bola para o outro – um lance que encantou torcedores e segue vivo no imaginário popular.

E quem revela o segredo é o próprio Ronaldinho. Em tom leve e bem-humorado, o atleta conta que tudo começou em um jogo entre amigos, em um campinho ao fim de tarde. É nesse cenário que o público descobre o que estava por trás do movimento. Mais do que confundir o adversário, o olhar do jogador estava direcionado a algo que chamava atenção fora das quatro linhas: uma garrafa de Itaipava gelada ao lado do campo.

“Também, quem resiste a uma Itaipava? Receita brasileira, ingredientes de qualidade… a minha cerveja com muito orgulho”, comenta o craque, reforçando o tom leve e descontraído da parceria.

O anúncio de Ronaldinho Gaúcho como embaixador de Itaipava reforça a identificação da marca com o futebol. A parceria é realizada em colaboração com a BDB BR, responsável pela seleção, curadoria e gestão do talento.

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“O brasileiro aprecia tomar uma cerveja quando vê futebol e a Itaipava retornou com tudo a esse território: patrocinamos os amistosos e as eliminatórias no ano passado e fomos a cerveja oficial do Campeonato Paulista 2026”, diz João Netto, diretor de Marketing e Trade do Grupo Petrópolis. “A contratação do R10 reforça a tradição da marca no futebol”, completa.

“Ronaldinho é um ícone que traduz leveza e brasilidade, atributos que também estão no DNA de Itaipava. Trazer esse lance tão marcante para o centro da campanha foi uma forma de criar uma conexão genuína com o público, revelando uma história de forma inusitada e alinhada ao território da marca”, explica Diego Santelices, head de comunicação e mídia do Grupo Petrópolis.

“Partimos de uma verdade cultural muito forte: uma das jogadas mais conhecidas da história do futebol, feita por um dos ícones mais reconhecidos. A partir disso, construímos uma narrativa que surpreende todos os fãs do Ronaldinho e do esporte. Uma revelação divertida, conectando futebol e Itaipava de forma inusitada”, comenta Guilherme Aché, diretor de criação da WMcCANN.

Ao transformar um gesto consagrado em narrativa publicitária, Itaipava reforça sua estratégia de se conectar com o público por meio de histórias que fazem parte da cultura brasileira e de uma paixão nacional, que é o futebol. Ao lado de um ídolo que fez história e marcou gerações, a marca aposta nessa identificação da torcida brasileira com um dos melhores jogadores de todos os tempos, para fortalecer sua presença no cotidiano do consumidor.

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SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.

SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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