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A importância das parcerias para o sucesso: ninguém faz nada sozinho

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No mundo dos negócios e da vida profissional, uma coisa é certa: ninguém faz nada sozinho. O sucesso de qualquer projeto, empresa ou iniciativa está diretamente ligado às parcerias que construímos ao longo do caminho. Falo isso por experiência própria.

Seja formando um time dentro da empresa, colaborando com outras marcas ou unindo forças com especialistas de diferentes áreas, o trabalho conjunto sempre leva a melhores resultados. Quando pessoas com habilidades complementares se conectam, as chances de inovação, crescimento e superação de desafios aumentam consideravelmente.

Parcerias fortes geram grandes resultados

Acredito que formar equipes estratégicas e estabelecer boas parcerias não é apenas uma escolha, mas uma necessidade para quem busca alcançar grandes objetivos. No dia a dia, vejo isso como uma troca de experiências e conhecimentos que potencializam qualquer projeto.

Ao trabalhar em conjunto:
– Criamos soluções mais inovadoras;
– Otimizamos tempo e recursos;
– Reduzimos riscos e aumentamos a eficiência;
– Construímos uma rede de apoio para momentos difíceis.

Empresas que investem em parcerias estratégicas crescem mais rápido, expandem sua atuação e conquistam novos mercados com mais facilidade. O segredo está em encontrar parceiros que compartilhem valores e objetivos semelhantes, criando relações de confiança e reciprocidade.

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Eu acredito no poder de um time construído estrategicamente
Dentro de uma empresa, ter um time alinhado e motivado é a chave para transformar desafios em oportunidades. Cada pessoa traz consigo uma bagagem única e, quando bem direcionada, essa diversidade de talentos impulsiona o crescimento coletivo.

Por isso, sempre incentivo a busca por profissionais que complementem nossas habilidades. Saber delegar, confiar e trabalhar lado a lado com outras pessoas é o diferencial de quem quer ir longe.
É o que eu sempre falo aqui na Log, Lab.: se sozinho vamos mais rápido, juntos vamos muito mais longe!

Fernando Pereira é empresário tech no setor público e fundador da Log, Lab.

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Efeito Cotribá: decisão inédita ameaça ou protege o agronegócio em Mato Grosso?

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A decisão inédita que concedeu à cooperativa gaúcha Cotribá uma proteção judicial semelhante à recuperação judicial (RJ), mesmo sem previsão legal expressa, tornou-se um dos episódios mais controversos do direito empresarial recente. E seus efeitos podem ir muito além das fronteiras do Rio Grande do Sul.

Em estados com forte presença do agronegócio, como Mato Grosso, o episódio acende um alerta: se um tribunal abriu a porteira para uma solução jurídica inédita, outros estados podem sentir-se estimulados a testar caminhos semelhantes.

Mato Grosso abriga algumas das maiores cooperativas, tradings e empresas do país. Seu ciclo econômico depende intensamente de crédito rural, armazenagem complexa, logística cara e cadeias produtivas altamente interligadas. Nesse ambiente, decisões que flexibilizam mecanismos de proteção financeira são observadas de perto, e podem rapidamente se transformar em estratégia.

Segundo levantamento da Serasa Experian, a inadimplência no agronegócio alcançou 8,1% no terceiro trimestre de 2025, o maior índice desde o início da série histórica, em 2022. Em muitos casos, as dívidas já ultrapassam 180 dias de atraso. O cenário reforça o estresse financeiro vivido pelo setor e ajuda a explicar por que precedentes como o da Cotribá repercutem tão fortemente no país.

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Para justificar sua decisão, em novembro de 2025, o juiz Eduardo Sávio Busanello argumentou que a Cotribá, embora juridicamente distinta de uma empresa, opera com porte, faturamento e estrutura equivalentes às grandes corporações do agro e que, portanto, mereceria acesso a instrumentos típicos da atividade empresarial. A tutela concedida suspendeu execuções, bloqueios e cobranças por 60 dias, dando fôlego ao caixa e permitindo que a cooperativa reorganizasse suas dívidas bilionárias.

O magistrado acolheu essa tese e, afastando o formalismo da lei, aplicou por analogia os mecanismos da recuperação judicial, invocando princípios como a preservação da empresa e a função social da atividade econômica — aqueles que, na prática, parecem servir tanto para justificar decisões inovadoras quanto para críticas por suposta elasticidade interpretativa.

Se, por um lado, a medida foi celebrada como forma de evitar um colapso que poderia arrastar produtores, funcionários e fornecedores, por outro, reacendeu o debate sobre ativismo judicial, insegurança jurídica e incentivos potencialmente perversos. Afinal, cooperativas sempre estiveram fora do alcance da RJ por determinação legal, e flexibilizar essa barreira pode gerar efeitos inesperados em outros estados.

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Em um contexto de seca, quebras de safra e oscilações violentas de preços, fenômenos frequentes no Centro-Oeste, o Judiciário pode ser acionado tanto como instrumento de sobrevivência quanto como ferramenta estratégica de renegociação. Para Mato Grosso, isso pode representar, simultaneamente, uma rede de proteção em momentos críticos e uma nova camada de incerteza no já complexo ambiente de crédito do agronegócio.

O “Efeito Cotribá” não é apenas um debate jurídico: é um sinal de que o mapa de riscos do agronegócio está mudando. Se decisões semelhantes começarem a se replicar, Mato Grosso pode se tornar palco dos próximos capítulos dessa história, seja como protagonista de soluções emergenciais, seja como vítima da insegurança que precedentes ousados podem gerar.

No fim, o caminho dependerá de como o Judiciário brasileiro lidará com esse novo “campo minado”: criativo o suficiente para oferecer soluções inéditas, mas perigoso demais para ser pisado sem cautela.

Felipe Iglesias é advogado e especialista em Direito Empresarial, à frente do Iglesias Advogados, referência no Mato Grosso em recuperação litigiosa de créditos em recuperação judicial

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