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Cuiabá em expansão e o aquecimento do mercado imobiliário
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Por Henrique Gavioli
Cuiabá vive um momento de transformação e crescimento que promete moldar a cidade nos próximos anos. O mercado imobiliário da capital mato-grossense segue aquecido. Esse movimento é acompanhado por uma mudança no perfil de quem busca imóveis. Cada vez mais, compradores priorizam segurança, qualidade de vida, áreas verdes e espaços de convivência, fatores que impulsionam a expansão.
Segundo dados do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), apenas nos três primeiros trimestres de 2025, mais de 10 mil unidades foram comercializadas, movimentando aproximadamente R$ 4,21 bilhões. O cenário mostra uma cidade em expansão e cheia de oportunidades.
A valorização dos bairros reflete essa evolução. Novos empreendimentos surgem em regiões estratégicas, trazendo infraestrutura planejada, segurança e opções de lazer. É o caso do Essence Bella Vita, na Avenida das Torres, que reúne 537 lotes, entre 180 m² e 334 m², e combina conforto, integração com a natureza e espaços de convivência. Projetos como esse mostram como a expansão urbana pode gerar bairros mais completos, bem estruturados e atrativos.
O conceito de condomínio clube evidencia uma tendência crescente: unir qualidade de vida, bem-estar e valorização imobiliária. Além de oferecer ambientes planejados para morar, esse tipo de empreendimento também desperta interesse de investidores, consolidando Cuiabá como um polo dinâmico e promissor no setor.
Apesar dos transtornos causados pelas obras do BRT e outras intervenções de infraestrutura, que provocaram ajustes no trânsito e impactos temporários em algumas regiões, a perspectiva para quem deseja investir ou adquirir um imóvel na cidade permanece otimista. A infraestrutura em desenvolvimento tende a valorizar ainda mais os bairros e regiões próximas, tornando o momento interessante para quem busca aproveitar o crescimento urbano de Cuiabá.
O crescimento da cidade abre novas oportunidades para moradores e investidores, transformando bairros e valorizando regiões estratégicas.
Outro fator que favorece esse tipo de projeto é o clima de Cuiabá, que estimula o uso de áreas abertas, espaços de lazer e convivência ao ar livre durante grande parte do ano. Esse diferencial contribui para a valorização de empreendimentos que apostam em integração com a natureza e infraestrutura completa.
Para 2026, a expectativa é de que o mercado imobiliário cuiabano mantenha o ritmo de crescimento, com destaque para loteamentos planejados e condomínios fechados em áreas estratégicas. Com indicadores positivos e novos projetos em desenvolvimento, Cuiabá se posiciona como uma cidade cada vez mais atrativa tanto para quem deseja morar quanto para quem busca investir com visão de longo prazo.
Henrique Gavioli é diretor de marketing da incorporadora Essence Urbanismo
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Quando o crédito vira sobrevivência
Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.
Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.
O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.
O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.
Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.
Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.
Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.
Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.
Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.
Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso
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