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DNA de Campeão: A Engrenagem de Ouro do Esporte em Mato Grosso
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O esporte em Mato Grosso vive uma transformação sem precedentes. Os dados da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) revelam mais do que estatísticas; contam a história de um Estado que decidiu acreditar no potencial, na saúde e no futuro da sua gente. Presenciamos uma revolução que tira o setor da invisibilidade e coloca Mato Grosso no topo do investimento esportivo regional. Mais do que apoiar o alto rendimento, valorizar o esporte é consolidar uma engrenagem viva de transformação social, bem-estar e dignidade.
O impacto em números: Da base ao alto rendimento. O avanço do programa Bolsa Atleta é o reflexo de uma gestão que enxerga o esporte como política pública essencial.
O crescimento do apoio financeiro aos nossos talentos foi exponencial, planejado e contínuo: Evolução histórica: Saltamos de 151 bolsas em 2020 para 376 em 2022.
Consolidação: O investimento atingiu o ápice com 491 bolsas em 2023 e manteve a consistência com 475 concessões em 2024.
Investimento Massivo: Desde 2020, o programa Olimpus MT injetou mais de R$ 26 milhões no setor, assegurando que a falta de recursos não interrompa o sonho de um competidor.
Alcance Humano: Já são 2.328 bolsas concedidas, beneficiando diretamente 1.695 pessoas dentro e fora das arenas.
Os benefícios do esporte: Saúde, lazer e ação social
Entender o esporte como política pública vai muito além de contabilizar medalhas; o verdadeiro ganho está nas vantagens invisíveis entregues à sociedade:
Ação Social: Atua como um eficiente escudo contra a vulnerabilidade, preenchendo o tempo ocioso de crianças e jovens com disciplina, respeito e cidadania.
Saúde: Cada real investido na prática esportiva alivia as filas dos hospitais, prevenindo doenças crônicas e promovendo o bem-estar mental.
Lazer: Comunidades com praças esportivas ativas e campeonatos locais ganham em qualidade de vida, integração comunitária e felicidade urbana.
Inclusão social e a força do interior
O triunfo dessa política pública não se restringe aos pódios da capital. A grande vitória está na capacidade de descentralizar o acesso. Ao fazer o recurso chegar aos municípios mais distantes, o Estado democratiza as oportunidades. Jovens que antes viam o esporte profissional ou o lazer de qualidade como uma realidade distante, hoje encontram nas pistas, quadras e campos locais a estrutura necessária para competir em igualdade de condições com qualquer atleta do país. O esporte resgata talentos e lapida cidadãos em cada canto de Mato Grosso.
Valorização do mestre: A Bolsa Técnico
Sabemos que um grande campeão não nasce sozinho; ele é moldado pela experiência, paciência e estratégia de um mentor. Por isso, Mato Grosso acertou em cheio ao priorizar o suporte aos treinadores através da Bolsa Técnico, mantendo ciclos robustos de apoio. Esse incentivo garante que o conhecimento metodológico, tático e humano permaneça em solo mato-grossense, elevando o nível das nossas federações e garantindo que a base seja instruída com excelência.
Novas fronteiras: O próximo passo do incentivo
O sucesso do Olimpus MT é o alicerce para o futuro. Para consolidar esse salto histórico e expandir esses benefícios, precisamos modernizar o ecossistema esportivo com novas ferramentas de fomento:
Parcerias Público-Privadas (PPPs): Atrair a iniciativa privada para gerir, modernizar e equipar ginásios e complexos de lazer comunitário com tecnologia de ponta.
Assistência Multidisciplinar: Evoluir o programa para incluir uma rede integrada de saúde, com suporte em fisioterapia, nutrição e psicologia esportiva.
Voucher Esportivo para a Base: Criar um mecanismo de fomento para que crianças de famílias de baixa renda ingressem em escolinhas esportivas ou clubes credenciados, detectando talentos precocemente.
Modernização Fiscal: Desburocratizar a Lei de Incentivo Estadual, facilitando o patrocínio direto de grandes empresas e do setor produtivo local a projetos desportivos e de lazer.
O esporte em Mato Grosso deixou de ser uma promessa de palanque para se tornar um legado real. Cada centavo destinado aos nossos atletas e técnicos retorna para a sociedade em forma de saúde, segurança, inclusão social e um profundo orgulho regional. O caminho está traçado: vamos continuar acelerando para que o pódio e a qualidade de vida sejam o destino comum de todos os mato-grossenses.
Euclides Ribeiro Advogado, especialista em Recuperação Judicial e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso
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A autoridade vende, mas o mercado chinês mostrou que só ela não basta
Por Rômulo Rampini
Existe uma frase que se tornou praticamente um mantra no marketing: construa autoridade. Durante muito tempo, eu também defendi essa ideia com convicção. E continuo defendendo. A autoridade reduz a resistência do cliente, fortalece a confiança, diminui a pressão por preço e faz uma empresa ser lembrada antes mesmo da primeira reunião. Mas os números do mercado automotivo me fizeram refletir sobre algo que talvez nós, profissionais de marketing e empresários, estejamos esquecendo.
Segundo a Fenabrave, em junho de 2026 a Toyota Hilux SW4 registrou 1.119 emplacamentos no varejo brasileiro, enquanto a GWM Haval H9 alcançou 1.046 unidades. A diferença, que durante anos parecia inquestionável, tornou-se pequena. No mesmo levantamento, o Toyota Corolla emplacou 993 unidades, um desempenho que evidencia como o consumidor passou a considerar, cada vez mais, novas alternativas, inclusive modelos chineses que ganharam espaço pela tecnologia, inovação e experiência oferecida.
Esses números não significam que a Toyota perdeu sua autoridade.
Muito pelo contrário.
Corolla e SW4 continuam sendo referências quando o assunto é confiabilidade, durabilidade, valor de revenda e qualidade mecânica. Décadas de consistência construíram uma reputação que nenhuma campanha publicitária compra.
Mas o mercado deixou um recado importante: autoridade, sozinha, já não garante a preferência do consumidor.
Os fabricantes chineses entenderam que seria quase impossível competir contra décadas de tradição. Então decidiram competir em outro campo. Investiram em tecnologia embarcada, interiores sofisticados, grandes telas, inteligência artificial, conectividade, acabamento refinado e uma experiência que surpreende desde o primeiro contato com o veículo. Muitos consumidores continuaram valorizando a robustez, a suspensão e a longevidade mecânica da Toyota. Outros passaram a priorizar a sensação de dirigir um carro mais moderno, mais conectado e mais alinhado às expectativas atuais.
Foi justamente nesse momento que percebi que essa reflexão não era sobre a Toyota.
Era sobre mim.
Depois de mais de quinze anos atuando no marketing digital, acumulando formações, consultorias e projetos, sendo consultor credenciado pelo SEBRAE MT, parceiro oficial do Google, parceiro Platinum da RD Station e dirigindo uma agência que hoje é uma das mais recomendadas em Mato Grosso quando o assunto é performance para empresas que precisam vender e captar clientes todos os dias, seria muito fácil acreditar que toda essa autoridade bastaria para manter nossos clientes conosco.
Mas não basta.
A autoridade abre portas. Ela gera confiança. Ela faz o telefone tocar. Ela coloca nossa empresa entre as primeiras opções do mercado. Porém, ela também pode esconder um risco silencioso: acreditar que a reputação construída ao longo dos anos substitui a necessidade de evoluir diariamente.
Eu continuo me perguntando se estamos suficientemente próximos dos nossos clientes. Se eles se sentem acompanhados. Se nossa equipe está presente quando surgem os desafios. Se nossa comunicação é clara. Se o atendimento transmite cuidado. Se a experiência corresponde à expectativa criada pela nossa reputação.
E confesso que essa reflexão é constante.
Já vi profissionais trabalhando sozinhos, sem uma equipe de dez ou doze pessoas, sem softwares sofisticados, sem certificações e sem toda a estrutura que construímos ao longo dos anos, conquistarem clientes simplesmente porque fizeram essas pessoas se sentirem mais acolhidas, mais ouvidas e mais acompanhadas.
Talvez, no longo prazo, esse profissional encontre dificuldades para sustentar tecnicamente aquela operação. Talvez sim. Mas a venda aconteceu.
Porque experiência também vende. No marketing, estamos tão preocupados em construir autoridade que, às vezes, esquecemos de construir encantamento. Falamos sobre posicionamento, conteúdo, seguidores, prêmios e reconhecimento, mas deixamos de revisar a jornada de compra, o tempo de resposta, a facilidade de contratação, a qualidade da entrega, o pós-venda e a presença constante ao lado do cliente.
É justamente aí que muitas empresas começam a perder espaço sem perceber.A autoridade continua sendo um dos maiores ativos que uma marca pode construir. Mas ela nunca foi o destino final. Ela é apenas o motivo pelo qual o cliente aceita conversar com você. Quem confirma essa escolha é o produto. Quem fortalece essa relação é o atendimento. Quem transforma clientes em promotores da marca é a experiência. E quem mantém uma empresa competitiva é a capacidade de evoluir antes que o mercado exija isso.
O mercado chinês não derrotou a autoridade da Toyota. Apenas lembrou ao mundo que nenhuma reputação, por maior que seja, pode substituir uma experiência excepcional.Talvez essa seja a principal lição para qualquer empresário: não permita que a autoridade construída ao longo dos anos seja maior do que a disposição da sua empresa em continuar merecendo essa autoridade todos os dias.
Rômulo Rampini é estrategista de marketing, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e diretor da agência 3TRÊS
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