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Brasileirão é o campeonato mais amado pelo torcedor
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O Campeonato Brasileiro, com 60% dos votos, é a competição “mais amada” pelos fãs do futebol. Esse é apenas um dos resultados revelados pelo relatório “Finanças, História e Mercado do Futebol Brasileiro”, produzido pela consultoria Convocados e pela XP Investimentos. A pesquisa “Sport Track” entrevistou 2,3 mil torcedores, acima de 16 anos, em dezembro de 2021, e indicou que o Flamengo, com 21,12% da preferência, lidera o ranking de torcidas, com pouco mais de 45 milhões de torcedores no Brasil.

Os votos para a competição “mais amada” podiam abranger mais de uma opção e, por isso, após o Brasileirão as preferências recaem sobre Copa Libertadores (58%), Copa do Brasil (57%), Copa do Mundo (54%) e Liga dos Campeões da Europa (36%). Chama a atenção o fato de que os campeonatos estaduais, com 21% de votos, superam os campeonatos europeus (o que aparece à frente é o Inglês, com 16%).
O objetivo do relatório foi ter uma visão completa da indústria do futebol, com dados que permitam entender qual o público consumidor e como cada clube deve agir. Os números mostraram o que se desenhava há alguns anos: uma inversão na pirâmide competitiva, com clubes como América-MG, Fortaleza e RB Bragantino na Copa Libertadores e Grêmio e Bahia ao lado de Vasco e Cruzeiro na Série B.
Segundo o relatório, 75% dos brasileiros têm o futebol como esporte favorito e 88% torcem por algum time de futebol, preferencialmente por Flamengo, Corinthians e São Paulo. Vale destacar também que 36% disseram torcer por um clube do exterior, e o Barcelona, com 28%, e o Real Madrid, com 24%, aparecem nas primeiras posições. Com relação à faixa etária, 46% têm entre 16 e 34 anos, 42% de 35 a 54 e 14% estão com mais de 55. É importante citar que de 16 a 24 anos são apenas 19%, ou menos de um quinto do universo, enquanto de 25 a 44 anos os números chegam a 55%, ou mais da metade.
O futuro, ao que parece, promete ser melhor para Cruzeiro e Flamengo. O time mineiro tem 60% de seus torcedores na primeira faixa etária (16 a 34 anos), enquanto o Rubro-Negro carioca aparece com 54%. Esses números apontam para a manutenção da grandeza das duas torcidas por um bom tempo. Por outro lado, o Internacional surge com 30% na faixa etária mais alta (+55), seguido pelo Fluminense, com 28%.
Outro dado que chama a atenção é a concentração de torcedores em quatro grandes clubes brasileiros. O G4 das torcidas, nos três últimos levantamentos, mostra, pela ordem, Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras. No entanto, a soma do percentual de torcedores desses clubes vem aumentando gradualmente: em 2018 eram 55,2%, em 2020 passaram para 61,4% e em 2021 chegaram a 63,3%. São quatro equipes que vêm apresentando resultados positivos em campo, o que demonstra a importância de títulos e vitórias. Vasco e Cruzeiro, por outro lado, há duas temporadas na Série B, viram seus percentuais despencarem, o Cruzmaltino de 5,9% para 4,1%, enquanto os mineiros caíram de 4,5% para 2,8%. Quem agora aparece em quinto lugar no ranking de torcida é o Grêmio, que em 2022 está na Série B, mas que no ano passado integrava a elite do futebol brasileiro.
A Convocados reuniu 34 pesquisas de torcidas feitas desde 1993 por diversos institutos (Datafolha, Ibope, Ipsus, Paraná Pesquisas e Sport Track) e, nesse ranking compilado, o Flamengo aparece à frente, com 17,1%, seguido por Corinthians (13,4%) e São Paulo (7,8%).
Na avaliação do relatório conclui-se que, se o torcedor não abandona seu time no período de menos conquistas, é certo que ele perde o interesse. E, com isso, não consegue formar sucessores, o que explica a queda no número de torcedores de algumas equipes em mau momento no campo.
12 primeiros colocados do ranking de torcidas:
1º) Flamengo – 24%
2º) Corinthians – 18%
3º) São Paulo – 11,5%
4º) Palmeiras – 9,8%
5º) Grêmio – 4,7%
6º) Vasco – 4,1%
7º) Atlético-MG – 3,7%
8º) Santos – 3,3%
9º) Internacional – 2,9%
10º) Cruzeiro – 2,8%
11º) Botafogo – 2,2%
12º) Bahia – 1,8%
* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil
Edição: Fábio Lisboa
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
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