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Coluna – Com novos guias, Yeltsin Jacques dá início ao ciclo de Paris
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Entre os homens, ninguém foi tão protagonista no esporte paralímpico brasileiro em 2021 quanto o fundista Yeltsin Jacques. Natural de Campo Grande, o sul-mato-grossense de 30 anos esteve no topo do pódio nas duas provas do atletismo que disputou na Paralimpíada de Tóquio (Japão): os 5 mil e o 1,5 mil metros. A vitória desta última rendeu o recorde mundial da classe T11 (cegos) e valeu a centésima medalha de ouro do país na história dos Jogos.

Para repetir os feitos em Paris (França), daqui pouco mais de dois anos, Yeltsin tem dois novos guias. Campeões com ele em Tóquio, Carlos Antônio dos Santos (Bira) e Laurindo Nunes Neto se aposentaram da função e deram lugar a Guilherme Ademilson dos Anjos Santos e Lutimar Abreu Paes. No Japão, eles foram guias de Júlio Cesar Agripino, campeão mundial dos 1,5 mil metros em Dubai (Emirados Árabes Unidos), em 2019. Lutimar, inclusive, competiu nos 800 metros da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.
O guia é uma engrenagem fundamental para corredores com deficiência visual. Ambos são ligados por uma corda-guia, que é presa no pulso. Os movimentos deles na pista devem ser sincronizados e o guia não pode impulsionar o atleta. Quanto maior o entrosamento e o costume à função, maior a probabilidade da parceria ter sucesso.
“O Guilherme foi meu guia entre 2015 e 2017. Aprendeu a guiar comigo, então é fácil trabalhar com ele. O Lutimar também é um excelente guia, muito rápido, que vai substituir o Bira nos 1,5 mil. A minha esposa [Janayna] continua trabalhando com a gente, todos os dias, ajudando, apoiando. O treinador é o mesmo. Parte da equipe está mantida”, explicou Yeltsin, à Agência Brasil. .
“O Bira brinca que se precisasse para metade dos cinco mil, ele ainda ajudaria, mas que para os 1,5 mil, em que bateu o recorde mundial comigo, a idade [42 anos] já não permitiria mais. O Laurindo segue me ajudando, como parte da equipe, mas de outras formas. Eles tinham esse sonho de me levar às medalhas em Tóquio. Cumpriram esse objetivo e agora seguiram para novos objetivos”, completou o corredor, que foi eleito o melhor atleta do país entre os homens em 2021 no Prêmio Paralímpicos.
Os treinamentos visando Paris já iniciaram, mas tiveram de sofrer mudanças após a suspensão do Campeonato Mundial deste ano, que seria realizado em Kobe (Japão), de 26 de agosto a 4 de setembro. A competição ainda não foi reagendada, mas a expectativa do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) é que ela seja remarcada para 2024, antes dos Jogos de Paris.
“Eu estava muito bem para chegar em Kobe e buscar medalha. Com o adiamento, a gente teve de periodizar [o treinamento] de novo. Vamos correr uma nova prova, no mesmo período que seria o Mundial. Seguiremos preparados para, no ano que vem, chegarmos bem em Santiago [Chile], buscarmos o tricampeonato dos Jogos Parapan-Americanos nos 1,5 mil e depois competirmos em Paris”, descreveu Yeltsin.
“Será uma sequência curta, intensa. O atleta tem de estar bem física e psicologicamente para dar o melhor no momento que for necessário. Vai enfrentar dor, obstáculos, mas sabendo que é preciso treinar e chegar bem. Em um dia, você está no Mundial. Em outro, no Parapan. Depois, tem Paralimpíada. Como fazer? Onde dar o máximo? Esse suporte e base a gente tem, graças a Deus. Então, é entregar o que for treinado. Será intenso, não só para o atleta, mas para a equipe”, concluiu o fundista.
Edição: Cláudia Soares Rodrigues
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
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