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Rafaela Silva é bicampeã e Daniel Cargnin bronze no Mundial de Judô
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Após dois anos de suspensão por doping, Rafaela Silva voltou a fazer história no judô na madrugada deste sábado (8), no Mundial da modalidade em Tashkent (Uzbequistão). Primeira judoca do país a conquistar uma medalha de ouro na competição, lá se vão nove anos, a carioca se sagrou bicampeã na categoria 57 quilos ao derrotar a japonesa Haruka Funakubo por waza-ari. Quem também brilhou hoje (8) foi o gaúcho Daniel Cargnin, de 24 anos, que faturou o bronze nos 73 kg, sua primeira medalha em mundiais, ao vencer por ippon o italiano Manuel Lombardo.

Foram os dois primeiros pódios do Brasil no Mundial, após três dias de competição. As disputas prosseguem até a próxima quinta-feira (13), com transmissão ao vivo no site do Canal Olímpico do Mundial. As eliminatórias das disputas individuais começam a partir das 2h (horário de Brasília) e às 9h os classificados lutam por medalhas. A programação segue detalhada ao final do texto.
O GOLPE DO TÍTULO 🥇🥋
A gigante Rafaela Silva é bicampeã mundial de judô!
Quem não se arrepia com isso aqui, é maluco, pô 🥵 pic.twitter.com/UbvH4JV2ae
— Time Brasil (@timebrasil) October 8, 2022
Rafaela foi colecionando vitórias até avançar à final. Na estreia, venceu por ippon a anfitriã Nilufar Ermaganbetova. Na sequência, com outro ippon, Rafaela definiu a luta contra a búlgara Ivelina Ilieva, após empate por punições no tempo normal. Nas quartas de final, a brasileira desbancou a ucraniana Daria Bilodid – bicampeã mundial e bronze nos Jogos de Tóquio nos 48kg. Depois, na semifinal, Rafaela levou 40 segundos para superar a israelense Timna Nelson-Levy.
Na luta pela medalha de ouro, contra a japonesa Funakubo, Rafaela marcou o waza-ri decisivo, a 30 segundos do fim, que lhe valeu o bicampeonato. Além dos dois ouros em mundiais na disputa individual – o primeiro em 2013 – a brasileira soma outras duas medalhas: prata (2011) e bronze (2019).
QUE SENSAÇÃO INDESCRITÍVEL É OUVIR O HINO NACIONAL 🇧🇷 EM TASHKENT!!!!@Rafaelasilvaa você é gigante!!!!!#JudoWorlds #BrasilJudo pic.twitter.com/6eTBJk3AqB
— CBJ (@JudoCBJ) October 8, 2022
Bronze de Daniel Cargnin nos 73kg
O gaúcho, estreante como peso-leve no Mundial, venceu a primeira luta por ippon contra o romeno Alexandre Racu. Depois derrotou, também por ippon, o russo Rustam Orujov, vice-campeão olímpico. Na terceira rodada, o brasileiro emplacou mais ippon, levando a melhor sobre o alemão Alexander Glaber.
No entanto, nas quartas, Cagnin foi superado pelo israelense Tohar Butbul, atual número cinco do mundo. O brasileiro voltou à repescagem, e brilhou ao triunfar sobre o atual campeão mundial, o georgiano Lasha Shavdatuashvili, garantindo vaga na luta pelo bronze. Na briga pela medalha, Cargnin garantiu o pódio ao desfeir um ippon contra o italiano Lombardo.
Can Olympic bronze medallist @dadscargnin of Brazil take his first senior world medal today? 🇧🇷
Follow the action at https://t.co/Gupw1ahon6#Judo #JudoWorlds #Champion #WorldChampion #WorldChampionships #Tashkent #Judoka #win #sport @JudoCBJ pic.twitter.com/LsOyXUfWtz
— Judo (@Judo) October 8, 2022
Outros resultados
Estreante em mundiais, Jéssica Lima (57kg) se despediu hoje da competição. Ela começou bem, vencendo a primeira luta contra a mongol Ichinkhorloo Munkhtsedev, e depois voltou a triunfar: levou a melhor contra a dominicana Ana Rosa, com dois waza-ari relâmpago. Mas nas oitavas, foi superada pela japonesa Kunakubuko, que mais tarde seria derrotada pela brasileira Rafael Silva na disputa do ouro.
Programação
Domingo (09) – Peso meio-médio (63kg e 81kg) – 2h
Feminino- Cabeça de chave, Ketleyn Quadros aguarda o resultado de Jing Tang (CHN) x Ariela Sanchez (DOM) e, no masculino, Guilherme Schimidt – também cabeça de chave – luta contra o vencedor de Antonio Esposito (ITA) x Erdenebayar Batzaya (MGL).
Segunda (10) – peso médio (70kg e 90kg) – 2h
Feminino – Maria Portela estreia na segunda rodada contra Anastassiya Mayakova, do Cazaquistão, e Luana Carvalho encara a francesa Marie-Ève Gahié.
Masculino – Rafael Macedo aguarda resultado de Klen Kaljulaid (EST) x Erlan Sherov (KGZ), enquanto Marcelo Gomes estreia contra o vencedor de Alexis Mathieu (FRA) x Abderahmane Diao (SEN).
Terça (11) – peso meio-pesado (78kg e 100kg) – 3h
Feminino – bicampeã mundial Mayra Aguiar estreia na segunda rodada contra a croata Petrunjela Pavic. No masculino, Rafael Buzacarini, também na segunda rodada, luta contra o cazeque Islam Bozbayev.
Quarta (12/10) – Peso pesado (+78kg e +100kg) – 3h
Beatriz Souza, já nas oitavas de final, aguarda o resultado de Larisa Ceric (BIH) x Shiyan Xu (CHN). No masculino, Rafael Silva estreia na segunda rodada contra o vencedor de Marc Deschenes (CAN) x Ruixuan Li (CHN).
Quinta (13) – disputa por equipes – 1h30
Seleção brasileira estreia contra Coreia do Sul. Caso se classifique, enfrenará Israel, Áustria ou Uzbequistão nas quartas de final.
Fonte: EBC Esportes
ESPORTES
“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
Serviço
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