MATO GROSSO
1º Encontro de Segurança Pública: autoridades destacam atuação do TCE-MT no combate à violência doméstica
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A liderança do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) na busca por soluções para erradicar a violência de gênero no estado foi enaltecida pelas autoridades que participaram do 1º Encontro de Segurança Pública. O evento, realizado pela Comissão Permanente de Segurança Pública do órgão, reuniu centenas de pessoas para debater o papel do controle externo no avanço desta pauta, nesta quarta-feira (20).
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia. |
Ao parabenizar o TCE-MT pela realização do Encontro, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, destacou que os dados alarmantes do estado são reflexos de uma sociedade machista, com um sentimento de impunidade enorme e com gravíssimos problemas sociais. “Portanto, combater a violência doméstica é atacar frontalmente uma cultura machista que permeia o país e moldar comportamentos. Precisamos fazer isso pelo amor ou pela dor. Com a sensação de impunidade que temos no Brasil hoje, não avançamos nem no combate à violência doméstica, nem no combate ao crime organizado”, disse.
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos. |
A fala foi reforçada pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos. “Temos que conservar, integrar e trabalhar para mudar a cultura estrutural do país, na qual a mulher é um objeto que tem dono. Essa mudança começa pela nossa legislação, porque no passado a mulher era só esposa e mãe, estava restrita à casa e a Leia Maria da Penha veio assegurar os direitos da mulher que sofre violência doméstica. Então, a segurança tem que ser conversada em todas as áreas e só tenho a parabenizar ao TCE-MT por esse evento.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Secretário-geral do Ministério Público (MPMT), Adriano Augusto Stringer. |
Para o secretário-geral do Ministério Público (MPMT), Adriano Augusto Stringer, a iniciativa do TCE-MT deve ser propagada. “É um tema que constrange a todos nós, um flagelo que transcende as fronteiras geográficas, classes sociais e níveis de escolaridade. Não é um assunto do âmbito privado, é uma questão de direitos sociais e clama por justiça e por uma ação enérgica. Temos a responsabilidade coletiva de enfrentar essa realidade e construir um futuro em que a igualdade e o respeito sejam os pilares da nossa relação.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Deputado Elizeu Nascimento. |
Nesse sentido, representando a Assembleia Legislativa (ALMT), o presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária, deputado Elizeu Nascimento, destacou o impacto positivo do projeto Patrulha Maria da Penha, que já realizou mais de 12 mil atendimentos a vítimas de violência doméstica no estado, em 96 municípios, desde 2019. “Precisamos chegar aos 142 municípios. Por isso, a importância de reforçarmos a necessidade do aumento do efetivo da Polícia Militar, principalmente o feminino.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Defensora pública-geral do Estado, Maria Luziane Castro. |
Ao destacar o lançamento do Observatório do Feminicídio, em 2023, a defensora pública-geral do Estado, Maria Luziane Castro, deu um exemplo de como o trabalho integrado traz resultados efetivos. “Nos debruçamos e estudamos todos os casos de feminicídio em 2023, justamente em busca de identificar as causas para que possamos trabalhar sobre elas. A liberdade é uma luta constante e infelizmente estamos em uma guerra. Uma guerra cultural, educacional, por falta de inclusão. Então, temos várias frentes e vários cenários que devem ser trabalhados.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Vice-presidente executivo da Atricon, Joaquim Alves de Castro Neto. |
Já o vice-presidente executivo da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Joaquim Alves de Castro Neto, chamou a atenção para a vanguarda do TCE-MT, que, em sua opinião, se destaca em todos os aspectos, tanto no cumprimento de sua missão, quanto no apoio a outras instituições. “Os tribunais de contas têm muito a ver com este assunto, porque vão fiscalizar os orçamentos e verificar a efetividade das políticas públicas, então parabenizo a todos daqui por este brilhante trabalho.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Secretário de estado de Educação, Alan Porto. |
O secretário de estado de Educação, Alan Porto, por sua vez, pontuou que a temática está diretamente relacionada às ações da Pasta, por onde passam as rotinas escolares de mais de 330 mil crianças, jovens e adultos. “São políticas como educação, saúde e assistência social, executadas com parceiros, que vão fazer com que juntos possamos mediar esses conflitos. Precisamos, por meio de auditorias como que a que será realizada pelo TCE, aprimorar nossas políticas públicas.”
Da mesma forma se pronunciou o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT), coronel Alexandre Correa Mendes. “Não podemos permitir que a violência entre em nossos lares. Temos que mudar a questão cultural do nosso estado e do nosso país. Mas isso é uma questão de longo prazo, que depende também da educação das nossas crianças. Mas e hoje, o que podemos fazer para proteger as mulheres e nossos entes queridos desses crimes covardes? Hoje a sensação de impunidade é enorme.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Vereadora por Cuiabá Michele Alencar. |
A necessidade de envolvimento de todos os Poderes também foi ressaltada pela vereadora por Cuiabá Michele Alencar. “É importantíssimo envolver a todos que podem fazer a diferença no combate à violência contra a mulher. Nós precisamos combater isso hoje, mas e as futuras gerações? Elas serão replicadas seguindo esse mesmo padrão de comportamento? Por isso, a importância da educação aqui presente. Temos uma lei proposta por mim, a ‘Maria da Penha vai à escola’, que diz respeito à importância de falarmos sobre essa mudança de percepção.”
Ao longo do dia, foram ministradas palestras sobre como identificar e prevenir a violência doméstica e familiar. Diversas autoridades também abordaram os caminhos para denunciar crimes de gênero, as formas de acolher e proteger as vítimas de violência doméstica e familiar, como as escolas podem contribuir para a identificação dessas violências e quais as políticas adotadas para evitar a reincidência.
Também compuseram o dispositivo de honra do Encontro o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, o presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública, conselheiro Waldir Teis; o conselheiro Valter Albano; a presidente da Associação dos Auditores Públicos Externos (Audipe), Simony Jim, e o presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), Bruno Rios.
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Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.







