Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Abílio isenta Stopa de responsabilidade no caso do Mercado do Porto e pede punição à empresa

Publicados

MATO GROSSO

O prefeito eleito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que não acredita que o atual vice-prefeito, José Roberto Stopa (PV), tenha responsabilidade direta pelo descarte irregular de entulho nas proximidades do Mercado do Porto, caso que resultou na prisão do gestor nesta quinta-feira (26). Abílio acredita que a responsabilidade recai sobre os engenheiros da empresa terceirizada contratada para a obra. Para afastar a culpa de Stopa, Abílio ressaltou que o vice-prefeito deve identificar à Justiça quem foi o autor do crime ambiental.

“Eu acho pouco provável que o secretário tenha ordenado uma pessoa, às vezes, o próprio engenheiro tomou a ideia de fazer (o descarte) por ali. Aquilo é uma obra terceirizada. Acho que a Dema tem que penalizar o dono da empresa para que ele possa responder sobre isso”, disse Abílio à imprensa nesta sexta-feira (27).

Stopa foi conduzido à Delegacia de Meio Ambiente (Dema) na quinta-feira (26) e liberado após audiência de custódia. Abílio admitiu que foi o autor da denúncia.

“A prisão é o cumprir da lei. O secretário de Obras (Stopa) é o responsável direto, foi conduzido e deve apontar os responsáveis. É claro que esse tipo de descarte não pode ser aprovado pela Prefeitura”, afirmou.

Leia Também:  VÍDEO: Feira de Produtos da Roça e Artesanatos Indígenas chega ao fim em Cuiabá nesta sexta-feira (6)

Abílio também cobrou uma última ação do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) antes do fim de sua gestão: “notificar a empresa responsável”.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

Publicados

em

A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

Leia Também:  Produções audiovisuais apoiadas pelo Estado estreiam em Alta Floresta

No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

Leia Também:  Produtores familiares usam caminhão entregue pelo Governo de MT para transportar alimentos para escolas

Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA