MATO GROSSO
Ação integrada impede furto de loja e prende um suspeito no Centro de Cuiabá
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Conforme o boletim de ocorrência, equipes do Grupo de Apoio (GAP) e 24º Batalhão de Polícia Militar obtiveram informações de que uma quadrilha planejava furtar estabelecimentos comerciais na Rua 13 de Junho, e que iriam acessá-los através de um matagal na Rua Antônio Maria. Ainda conforme informações, dois carros davam apoio à ação criminosa e diversos ‘olheiros’ estariam monitorando a região.
Diante dos relatos, os militares se deslocaram ao centro da cidade e iniciaram uma varredura, com técnicas de patrulha rural. Em determinado momento, os policiais ouviram barulho vindo do telhado da loja de eletrodomésticos e visualizaram o suspeito L.H.O.S., de 26 anos, com uma arma de fogo em mãos. O rapaz atirou contra as equipes, que revidaram e atingiram o suspeito. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu aos ferimentos.
Após o confronto, foi solicitado apoio de outras unidades, e as especializadas da PM que atuavam na Operação Metrópole Segura, da Sesp, iniciaram as buscas pelos comparsas de L.H.O.S. Um suspeito de 35 anos foi preso em um carro Toyota Etios branco, que dava assistência na tentativa de furto ao estabelecimento.
Com o fim das diligências e a confirmação de que não havia mais suspeitos no local, a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas para os procedimentos legais.
No local do crime, os policiais civis e peritos encontraram pé de cabra, cordas, luva de raspa, lanternas, esmerilhadeira, uma pistola calibre 380 com carregador e seis munições intactas, além de duas cápsulas deflagradas do mesmo calibre.
Participaram da ocorrência equipes do Grupo de Apoio (GAP), 24º Batalhão, Batalhão Rotam, Força Tática, 1º Batalhão, Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) e Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.