MATO GROSSO
Agentes de segurança oferecem atividades recreativas a crianças no Hospital do Câncer
MATO GROSSO
Policiais militares da Base Comunitária de Segurança Pública do Bairro Jardim Araés, em Cuiabá, e integrantes de outras forças de segurança vão oferecer nesta quarta-feira (23.08), a partir de 9h, atividades às crianças em tratamento no Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCan).
O evento é uma parceria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) com a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros Militar, Força Nacional de Segurança Pública, Companhia Raio de Motopatrulhamento, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (SINART).
O tenente da Polícia Militar, Herbe Rodrigues da Silva, afirmou que o objetivo é levar alegria às crianças, diminuindo assim os níveis de ansiedade e estresse gerados pelo tratamento.
“A visita começará com uma apresentação musical da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, uma vez que a música é uma estratégia de auxílio na recuperação dos pacientes”, pontuou o tenente.
Em seguida, haverá uma área de recreação, onde as crianças poderão assistir uma apresentação circense, participar de atividades e brincadeiras, e ver viaturas da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, a embarcação da Marinha do Brasil, jipes do Exército Brasileiro e as motocicletas da Companhia Raio de Motopatrulhamento, expostos no local.
Também será realizada uma oficina de recreação da marinha, que vai ensinar as crianças a fazer nós, amarrações e atividades com cordas, transmitindo conhecimento enquanto promove também um momento de diversão.
Por fim, as crianças vão fazer um passeio nas viaturas da PM, escoltadas pelas motos do RAIO, nas proximidades do Hospital do Câncer.
“O objetivo é que todas elas tenham a oportunidade de entrar na viatura, conhecer, apertar um intermitente, um sonoro, para despertar a curiosidade e descontração. E também tirar elas o máximo possível da rotina no hospital e criar um momento bem recreativo para a criançada”, destacou o tenente.
*Sob supervisão de Alecy Alves
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.