MATO GROSSO
Após luta contra o câncer, morre aos 65 anos jornalista Ademar Andreola
MATO GROSSO
O jornalista Ademar Andreola, de 65 anos, morreu na noite desta segunda-feira (13), após lutar contra um câncer no pulmão e no cérebro. Natural de Curitiba, Ademar se mudou para Cuiabá ainda na década de 80, após se formar em Jornalismo. Antes de falecer, o comunicador atuou como assessor de imprensa na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), mas precisou se afastar para seguir com o tratamento.
No início de 2022, Ademar acabou tendo um princípio de Acidente vascular cerebral (AVC) e após fazer exames descobriu a existência de um tumor no cérebro e no pulmão. Após a descoberta, o jornalista passou a fazer sessões de quimioterapia e radioterapia como parte do tratamento.
Já no final de 2022, durante uma viagem para Santa Catarina, Ademar não se sentiu bem e precisou retornar às pressas para Cuiabá. Antes de falecer, o jornalista passou dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele deixa a filha Noelisa Andreola, que também é jornalista e atua na comunicação do Governo de Mato Grosso.
Um dos amigos mais próximos do jornalista, Danilo Helmann, afirmou que a competência do jornalista é reconhecida por todas as pessoas que conheciam seu trabalho. Para Danilo, Ademar é a essência do “ensinamento do jornalismo”
“Para quem você perguntar vai ver a seriedade com que ele atuava na área jornalística. Ele foi jornalista na essência da palavra, na essência do ensinamento do jornalismo. Fora isso, ele sempre foi um cara muito íntegro com os amigos”, declarou Danilo.
Em sua trajetória no jornalismo mato-grossense, Ademar foi editor-chefe do Olhar Direto, durante os anos 2009 a 2012. Sua passagem foi marcada por uma troca de experiência e compromisso ético com todos os repóteres e outos colaboradores do site.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e a primeira-dama, Virgínia Mendes, lamentaram o falecimento de Ademar. Ambos reforçaram o esforço do jornalista para contribuir com a comunicação no estado.
OLHAR DIRETO
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.