MATO GROSSO
Aprosoja MT participa do 2º Fórum sobre Ferrovias e a Integração dos Modais em Nova Mutum
MATO GROSSO
Evento discute avanços nos traçados ferroviários e a integração dos modais para o desenvolvimento logístico de Mato Grosso.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), representada pelo seu presidente Lucas Costa Beber, participou do 2º Fórum sobre Ferrovias e a Integração dos Modais, realizado nesta quinta-feira (28.11) em Nova Mutum. O evento reuniu autoridades, investidores e representantes do agronegócio para debater o avanço das ferrovias em Mato Grosso, com foco na integração dos modais e na criação de alternativas logísticas para melhorar o escoamento da produção agrícola do estado.
Em sua fala, o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, ressaltou os benefícios da conclusão da BR-163 para o escoamento da produção e a viabilidade econômica da região norte do estado, reforçando que com as ferrovias, será ainda melhor. “Só com a conclusão que nós tivemos em 2019, da BR-163 ligando aqui o norte do estado a Miritituba, nós tivemos um incremento de praticamente 1/4 de área de produção de soja e milho, e mais de três milhões de hectares, somente pela viabilidade econômica dos municípios do norte”, disse o presidente da entidade.
O vice-governador Otaviano Pivetta também falou sobre os avanços nas discussões sobre as ferrovias e o trabalho realizado para garantir a execução dos projetos. “Desde 2014 nós estávamos com essa conversa de ferrovia, até que nós furamos esse bloqueio. Muitas vezes, querer fazer as três juntas para se juntar no mesmo lugar, acaba não conseguindo nenhuma. Era que isso estava acontecendo, até resolvermos criar a primeira ferrovia estadual e hoje temos o compromisso da Rumo Logística com a população de Mato Grosso”, afirmou Pivetta.
Para o prefeito de Nova Mutum, é necessário a união entre as autoridades e a iniciativa privada para fortalecer o desenvolvimento da região. “O estado está vivendo esse grande momento porque tem pessoas que pensam em conjunto e assim vamos fortalecendo nossos municípios e a nossa região”, declarou Leandro Félix.
O projeto de expansão da primeira rodovia estadual interliga Rondonópolis a Lucas do Rio Verde com ramal para Cuiabá. De acordo com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, a ferrovia vai melhorar a competitividade do setor agrícola ao diminuir a dependência do modal rodoviário. “Não só o agronegócio, mas toda a cadeia produtiva vai se beneficiar desse grande empreendimento. Este evento nos aproxima cada vez mais da concretização desse projeto”, apontou Vaz.
Por fim, o deputado estadual Diego Guimarães enfatizou a importância da atuação conjunta entre o Legislativo e o Executivo para viabilizar projetos que favoreçam a logística e o desenvolvimento do estado. “Os 24 deputados estaduais são comprometidos em viabilizar a logística. Não é atoa que foram aprovados três projetos para viabilizar as ferrovias para o escoamento da produção”, afirmou o deputado.
O fórum, que contou com a presença de diversos especialistas e investidores, serviu para discutir propostas estratégicas para a instalação de sistemas industriais e tecnológicos ao longo dos futuros traçados ferroviários, com o objetivo de potencializar a integração entre os modais e otimizar o escoamento da produção agrícola e industrial do estado.
A Comissão de Logística da Aprosoja MT tem levantado as necessidades dos produtores e buscado junto às autoridades pela viabilização de projetos que melhorem a condição das estradas, além de acompanhar de perto as obras das ferrovias que estão sendo construídas no estado. A expectativa é de que quando as ferrovias forem concluídas, o estado possa expandir sua produção e alavancar ainda mais a economia.
Entre as autoridades presentes estavam o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta; o secretário de estado de desenvolvimento econômico, César Miranda; o prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix; o vice-prefeito de Nova Mutum, Alcindo Uggeri; o deputado estadual Diego Guimarães; o presidente da Câmara Municipal de Nova Mutum, Zé da Paixão; o presidente da MT Par, Weber Santos; e o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz. Também participaram do evento representantes da Rumo Logística, além de investidores e entidades do setor agropecuário.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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