MATO GROSSO
Assinada ordem de serviço para reforma de quadra poliesportiva em Lucas do Rio Verde
MATO GROSSO
A Escola Estadual Márcio Schabatt Souza, em Lucas do Rio Verde, contará com quadra poliesportiva coberta e arquibancada. A ordem de serviço para o início da obra foi assinada nesta quarta-feira (26.01) pelo secretário estadual de Educação, Alan Porto, e pelo prefeito do município, Miguel Vaz. Ao todo serão investidos R$ 1,027 milhão do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
O projeto contempla arquitetura, estrutura, rede elétrica, drenagem do terreno e combate à incêndio. A escola localizada na Avenida Sergipe foi criada em 2019, no prédio onde funcionava o Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) José de Alencar. A construção da quadra era muito aguardada por toda a comunidade escolar e beneficiará mais de 1,4 mil estudantes. As obras devem ser concluídas em 120 dias.
“Estou muito feliz em assinar esta ordem de serviço. Para que a construção fosse iniciada teve todo um processo de licitação, prazos e agora finalmente vamos poder entregar esse espaço que será muito útil para os estudantes e toda a comunidade escolar”, ressaltou o secretário de educação, Alan Porto.
Já o prefeito Miguel Vaz afirma: “Só temos que agradecer ao Governo de Mato Grosso por mais essa conquista para a educação de Lucas do Rio Verde. A quadra vai trazer mais qualidade para a prática de esportes e dará um novo ânimo para os nossos alunos”.
Também participaram da reunião de assinatura a secretária adjunta de Gestão Educacional, Alcimaria Ataides da Costa, a secretária adjunta de infraestrutura, Karina França, a secretária de Educação de Lucas do Rio Verde, Elaine Lovatel, a assessora pedagógica do Estado, Denise Dalberto, o diretor da escola Márcio Schabatt Souza, Wellington Zarelli, e o representante da comunidade escolar Macsuel de Marchi.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.