MATO GROSSO
Atletas de diversas categorias conquistam vitória na corrida Sesc Homens do Fogo e levam R$ 8,3 mil em prêmios
MATO GROSSO
A 36ª edição da Corrida Sesc Homens do Fogo, realizada neste domingo (24.11) em Várzea Grande, reuniu atletas amadores, profissionais e membros da Segurança Pública, que juntos levaram para casa R$ 8,3 mil em prêmios, além de troféus e medalhas. O evento, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) em parceria com o Sesc Mato Grosso, atraiu um grande público de diversas idades e cidades do Estado, consolidando-se como um dos principais do calendário esportivo local. Esta edição integra as celebrações dos 60 anos do CBMMT, que será comemorado em 2024.
De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o evento superou as expectativas, reunindo aproximadamente dois mil atletas de todo o Mato Grosso. “Temos aqui a representação de todo o Mato Grosso com aproximadamente dois mil atletas presentes. Para nós e para o público, este já é um evento consagrado. A cada ano, o número de participantes cresce e esperamos um público ainda maior no próximo ano, com um evento ainda mais grandioso graças à parceria com o Sesc e o Governo de Mato Grosso”, destacou o coronel.
Além de promover a prática de atividades físicas e incentivar a saúde e qualidade de vida, a corrida também teve um forte impacto social. Durante o período de inscrição, foram arrecadadas cerca de 4 toneladas de alimentos, que serão destinadas a instituições filantrópicas de Mato Grosso. “A corrida é uma forma de incentivar as pessoas a participar de um esporte e também reforçar a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde. Além disso, possui um forte cunho social. Arrecadamos cerca de 4 toneladas, que serão destinadas a instituições de caridade, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade. Esse é o papel do evento – unir esporte, solidariedade e conscientização em prol de um bem maior”, disse o coronel.
A largada e a chegada da corrida ocorreram na Diretoria de Administração Institucional do CBMMT, com dois percursos: um de 5 km e outro de 10 km. Este ano, a prova teve uma mudança significativa no trajeto, que eliminou a necessidade de atravessar a ponte entre Várzea Grande e Cuiabá. O novo percurso, mais plano e acessível, favoreceu o desempenho dos corredores, especialmente os iniciantes e amadores. A organização do evento também reforçou a logística, oferecendo pontos de hidratação ao longo do trajeto e equipes de apoio para garantir a segurança e o bem-estar dos participantes.
Entre os vencedores, destacaram-se a corredora amadora Antônia Carvalho Ferreira, de 47 anos, de Lucas do Rio Verde, que conquistou o primeiro lugar na categoria feminina do percurso de 5 km. “Eu sou agente comunitária de saúde e atleta amadora. Divido meu dia entre o trabalho e os treinos de corrida. Essa é a segunda vez que participo e gostei muito do novo percurso; melhorou 100%. Fiz uma prova bem tranquila e divertida. A organização está de parabéns. Tudo muito bem planejado. O evento foi impecável, e o troféu é lindo. É um imenso prazer participar de uma corrida promovida pelo Corpo de Bombeiros”, comentou Antônia.
Na categoria masculina dos 5 km, o atleta profissional Daniel Gouveia dos Santos, de 34 anos, estreante na competição, venceu a prova. “Esta foi a primeira vez que participei. No ano passado, perdi a inscrição, mas neste ano consegui vir e valeu muito a pena. A organização foi excelente, e o percurso, 100% plano, é do jeito que gosto. Corri sozinho o tempo todo, com bastante folga, graças a Deus. Foi uma prova muito bacana”, destacou Daniel.
No percurso de 10 km, a vitória feminina ficou com Jéssica Suzan, de 33 anos, atleta profissional e esposa de Daniel. Ela, que já possui troféus da Corrida Sesc Homens do Fogo, conquistou a primeira posição após um desafio maior. “Este ano, pude me consagrar campeã novamente. No ano passado, corri os 5 km, que foi uma prova mais fácil. Nos 10 km, o desafio foi maior, mas o percurso estava excelente. Havia vários pontos de hidratação, que foram fundamentais, especialmente porque sabemos que o calor de Cuiabá é muito desgastante. Para mim, como atleta profissional, esse foi o grande destaque da organização. Estão de parabéns”, afirmou Jéssica.
Já a vitória masculina nos 10 km foi para Iago Silva de Oliveira, de 24 anos, de Barra do Garças. Iago, também estreante na corrida, conquistou a primeira colocação e ainda registrou sua melhor marca pessoal. “Desde os 16 anos, eu venho correndo e há cinco anos sou atleta profissional de alto rendimento. Foi um percurso ótimo, tinha bastante descida e poucas subidas, que não eram tão inclinadas. Isso ajudou a melhorar o ritmo. Na verdade, eu melhorei a minha marca. É muito gratificante. Essa corrida será lembrada para mim por eu ter obtido meu melhor tempo”, disse Iago.
Ao todo, a 36ª Corrida Sesc Homens do Fogo premiou os três primeiros colocados nas categorias Geral e Segurança Pública, nos dois percursos, com medalhas, troféus e premiação em dinheiro, totalizando R$ 8,3 mil. A medição oficial do tempo foi realizada pela Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT). Os melhores classificados por faixa etária também foram premiados com troféus, enquanto todos os participantes receberam medalhas de participação. Além disso, o evento sorteou duas bolsas de estudo com 50% de desconto em cursos superiores na área de tecnologia digital oferecidos pela Univag.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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