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Bombeiros reforçam combate aos incêndios florestais com capacitação de funcionários da Energisa

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) capacitou, nesta quarta-feira (12.07), funcionários da Energisa, em Cuiabá, para o combate aos incêndios florestais. O treinamento é resultado de parceria entre a corporação e a concessionária, para garantir mais eficiência no combate ao fogo em áreas vegetação próximas a subestações e linhas de energia.

“Essa parceria entre o Corpo de Bombeiros e Energisa reafirma o compromisso do Governo de Mato Grosso no combate aos incêndios florestais em todo o Estado. Com essa capacitação, os funcionários da concessionária estarão aptos a combater os princípios de incêndio, evitando a propagação do fogo”, afirmou a comandante regional do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Sheila Sebalhos.

Diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, Gabriel Alves Pereira Júnior afirmou que esta parceria entre o setor público e privado garante a preservação das riquezas naturais do Estado e um futuro sustentável para os mato-grossenses.

“A parceria é um exemplo essencial da união entre esforços para preservar a natureza e proteger a vida em Mato Grosso. Ao unir o conhecimento técnico e a experiência em prevenção e combate a incêndios florestais do Corpo de Bombeiros com a infraestrutura e o compromisso ambiental da Energisa, estamos construindo um escudo poderoso contra as devastadoras queimadas”, ressaltou o diretor-presidente.

Samuel Silva foi um dos dez funcionários capacitados pelo Corpo de Bombeiros nesta quarta-feira. Para ele, é muito importante essa aproximação entre a corporação e a Energisa.

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“Ficamos muito agradecidos pela disponibilidade do Corpo de Bombeiros em nos proporcionar esse curso. É um privilégio estar aqui. Claro, esperamos não ser preciso colocar em prática o que aprendemos hoje, mas, se for necessário, estaremos preparados”, disse.

O Curso de Brigadistas Florestais faz parte do plano de ação desenvolvido pelos Bombeiros e Energisa. Além da capacitação técnica de combate, o curso também prepara os colaboradores com medidas de primeiros socorros.Já foram capacitados funcionários em Poconé, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, com previsão de capacitação em outros municípios da Baixada Cuiabana.

“Em Mato Grosso está proibido o uso do fogo em áreas rurais desde o início de julho. Entretanto, as condições climáticas favorecem a propagação de incêndio próximo a áreas de risco, como as subestações. Por isso, é essencial que tenhamos funcionários na ponta para garantir a preservação do meio ambiente”, afirmou o sargento, Rodrigo de Melo, instrutor do curso.

Outras ações

A parceria também prevê o mapeamento das áreas com histórico de vulnerabilidade a incêndios florestais, devido proximidade com linhas de transmissão de energia elétrica. Isso possibilita a realização de ações que previnem o início do fogo, como limpeza das áreas, implementação de aceiros e retirada de materiais inflamáveis.

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As comunidades que vivem em locais próximos às áreas de conservação ambiental receberam materiais educativos, como cartilhas, folders e vídeos de orientação sobre a importância da preservação ambiental e os cuidados necessários para evitar incêndios florestais e queimadas.

Período proibitivo

Desde de 1º de julho está proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais e urbanas em Mato Grosso, conforme o decreto nº 259/2023. O documento declara situação de emergência ambiental entre os meses de maio e novembro, o que possibilita a mobilização de esforços governamentais para a prevenção e combate aos incêndios e as contratações e aquisições necessárias ao período de alto risco de incêndios florestais.

Para o combate de incêndios florestais e desmatamento ilegal neste ano, o Governo destina o investimento de R$ 77,4 milhões. O recurso teve um aumento de 29% em comparação com o investimento de R$ 60 milhões do ano passado e representa o aumento das ações do Governo de MT para conservar o meio ambiente.

*Com supervisão de José Lucas Salvani

Fonte: Governo MT – MT

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Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde

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Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.

Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.

Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.

Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.

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A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.

Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.

Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.

“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.

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O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.

“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”

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