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Celular explode e causa incêndio em residência em Cáceres

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Nas primeiras horas do Natal (25), uma casa em Cáceres, a 225 km a oeste de Cuiabá, foi parcialmente consumida por um incêndio desencadeado pela explosão de um celular enquanto estava sendo carregado. Por sorte, a mãe e seus dois filhos escaparam ilesos, apesar do prejuízo material.

Segundo informações obtidas pelo , a mãe, de 33 anos, dormia na cama com seu filho de 13 anos, enquanto a filha de 10 anos descansava em um colchão adjacente.

A menina teria deixado o celular conectado à tomada, próximo ao colchão, quando uma explosão foi ouvida. Ao acordarem, perceberam que o colchão estava em chamas.

Desesperada, a mulher tentou apagar as chamas com a própria blusa, mas o fogo se espalhou rapidamente. Ela conseguiu resgatar a filha nos braços e evacuar a residência com os filhos. Antes de sair, desligou o padrão de energia da casa, momento em que outra explosão foi ouvida.

O quarto da família foi consumido pelas chamas, mas a intervenção rápida do Corpo de Bombeiros evitou que o fogo se alastrasse ainda mais. Parte da estrutura da casa sofreu danos.

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Apesar do susto e do prejuízo material, a família está bem. Alguns documentos e objetos pessoais foram recuperados, mas os documentos das crianças foram perdidos no incêndio. A investigação sobre as causas precisas do incidente está em andamento. Ainda assim, é um alerta para a importância da precaução ao utilizar dispositivos eletrônicos e carregadores.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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