MATO GROSSO
Combate às desigualdades: municípios aderem ao Programa de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Municípios do TCE-MT
MATO GROSSO
Prefeitos e presidentes de Câmaras aderiram ao Programa de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Municípios de Mato Grosso, lançado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) nesta quinta-feira (23). Por meio de seis projetos executados pelas comissões permanentes do órgão, a proposta vai otimizar o uso dos recursos públicos e apresentar soluções para o desenvolvimento socioeconômico, reduzindo assim as desigualdades regionais que marcam o estado.
O Programa prioriza soluções adequadas à realidade de cada município. Além disso, leva em consideração a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa tanto o desenvolvimento econômico, quanto o ambiental e o social a partir de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que incluem, dentre outros, a erradicação da pobreza, agricultura sustentável, saúde e bem-estar e educação de qualidade.
Para isso, é dividido em seis projetos, cada um sob a coordenação de uma comissão temática do TCE-MT. Inicialmente, foram selecionados 18 municípios para adesão, que é voluntária. A escolha levou em consideração critérios técnicos e científicos voltados ao desenvolvimento econômico e da sustentabilidade fiscal, da governança pública e infraestrutura, ambiental e do saneamento básico, da saúde e assistência social, da educação e cultura e da segurança pública.
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Presidente do TCE-MT e supervisor-geral do Programa, conselheiro José Carlos Novelli. |
É o que destaca o presidente do TCE-MT e supervisor-geral do Programa, conselheiro José Carlos Novelli ao lembrar que a iniciativa está alinhada a outras ações do órgão. “Implementamos o GPE e agora o Programa de Sustentabilidade, o que demonstra uma visão da transversalidade, pois seria em vão desenvolver um planejamento estratégico de longo prazo junto aos municípios sem que eles tenham os recursos suficientes para efetivá-lo. Esta parceria é fundamental para o avanço fiscal, econômico e social.”
De acordo com o presidente da Comissão Central do Programa, conselheiro Valter Albano, a partir da adesão, cada município terá acesso a uma série de produtos e serviços ofertados pelo TCE-MT no âmbito de cada projeto, incluindo o apoio técnico na elaboração, execução, avaliação e monitoramento do plano e agenda de sustentabilidade fiscal e desenvolvimento local.
O conselheiro explicou que a proposta foi idealizada a partir do entendimento de que era preciso lançar um olhar sobre os resultados das políticas públicas. “Nós não estamos renunciando à nossa competência ordinária de fiscalizar, mas procurando usar a inteligência para ajudar o município a estabelecer seu programa de desenvolvimento.”
| Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, conselheiro Sérgio Ricardo. |
Na ocasião, o presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou a relevância da proposta, que classificou como um Programa de Estado. “Esse Programa é um divisor de águas na história de Mato Grosso. Quando pensamos que, de 2010 para cá, 51 cidades perderam gente, pensamos sobre o que será daqui para frente. Então, o Tribunal está acendendo a luz e mostrando o que fazer. Hoje, os sete conselheiros que fazem parte dessa instituição são as pessoas preparadas para apontar os caminhos para o desenvolvimento.”
| Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura, conselheiro Antonio Joaquim. |
Para o presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura, conselheiro Antonio Joaquim, a proposta vai apontar soluções para que a atuação dos gestores faça diferença na vida das pessoas. “Os municípios que estão aqui hoje são privilegiados, porque começam um processo histórico que será exemplo para o Brasil inteiro. É uma relação de contribuição com objetivo claro de desenvolvimento sustentável, de encontrar soluções para os problemas, principalmente, de sustentabilidade econômica.”
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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A fala foi endossada pelo presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública, conselheiro Waldir Júlio Teis. “Será um diálogo aberto com os gestores, dentro dessa proposta do nosso presidente, José Carlos Novelli, de fazer com que o Tribunal contribua com a gestão municipal. Temos um acúmulo grande de conhecimento no Tribunal e agora vamos usar isso para ajudar os gestores.”
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães. |
Procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar também ressaltou que o Programa vai ao encontro da atual visão do TCE-MT, que é transformar a administração pública mato-grossense em referência no Brasil. “O projeto vai orientar os municípios para que exerçam melhor sua competência arrecadatória e para que encontrem sua melhor versão de desenvolvimento. A partir daí, os gestores poderão traçar as metas e ações necessárias para atingirem esse desenvolvimento.”
Foi esse contexto que motivou a prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães, a aderir ao Programa. “Quando surge um programa que oferece a possibilidade de melhorar a administração, ampliando os horizontes dos nossos servidores, entendemos que isso vem para facilitar e ajudar. Tudo que vem para somar ao município é bem-vindo. Nós precisamos de um órgão como o Tribunal, que quer ajudar a gestão a avançar cada dia mais, então ficamos muito gratos por essa atuação.”
Palestras
| Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Ao longo da manhã, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) e consultor das Comissões Permanentes do TCE-MT, Daniel de Souza, apresentou o Programa e seus respectivos projetos e, na sequência, o especialista em inovação e autor do best-seller “Conveniência é o nome do Negócio”, Arthur Igreja, ministrou palestra magna sobre cidades inovadoras.
Também participaram do lançamento o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, representando a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), a juíza auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Viviane Rabelo, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, o primeiro subdefensor público-geral, Rogério Borges, e a presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas (Ibraop), Adriana Portugal.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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