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Concurso Federal Unificado será aplicado em Cuiabá e mais 7 cidades de MT, com salários de até R$ 20 mil

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O Governo Federal lançou oito editais para o Concurso Publico Nacional Unificado (CPNU), apelidado de ‘Enem dos Concursos’, nesta quarta-feira (10). O concurso prevê 6.640 vagas para 21 órgãos públicos federais. Os salários variam entre R$ 3 mil e R$ 20 mil.

Em Mato Grosso, as provas ocorrerão em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Cáceres, Barra do Garças e Alta Floresta.

As inscrições começam no dia 19 de janeiro e seguem até 9 de fevereiro e devem ser feitas através da Plataforma do Gov. A taxa de inscrição varia de acordo com o nível de escolaridade dos candidatos, sendo R$ 60 para nível médio e R$ 90 para nível superior. Haverá isenção de taxa para candidatos inscritos no CadÚnico, universitários do Fies ou ProUni e doadores de medula óssea.

As provas serão aplicadas simultaneamente em 220 cidades em todo o Brasil no dia 5 de maio.

No ato de inscrição, o candidato deverá optar pela carreiras desejadas, divididas em oito blocos, sendo que cada bloco possui cargos semelhantes entre si. Os blocos são: 1- Infraestrutura, Exatas e Engenharias; 2- Tecnologia, Dados e Informação; 3- Ambiental, Agrário e Biológicas; 4- Trabalho e Saúde do Servidor; 5- Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; 6- Setores Econômicos e Regulação; 7- Gestão Governamental e Administração Pública e 8- Nível Intermediário.

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O candidato poderá se inscrever por vagas para mais de um cargo, desde que estejam no mesmo bloco. As vagas deverão, ainda, ser classificadas pelo candidato por ordem de preferência. A taxa de inscrição é única.

O certame selecionará candidatos para 80 carreiras para 21 órgãos públicos do governo federal, incluindo ministérios, fundações, agências reguladoras e institutos de pesquisa. As 6.640 vagas estão separadas em: 1.480 vagas para o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) , 110 vagas para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 30 vagas para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) são 40 vagas, outras 520 vagas são para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 742 vagas serão destinadas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), 296 vagas para o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), 40 vagas para o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) e 70 para o Ministério da Educação (Mec). Para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) serão 502 vagas, outras 220 vagas são destinada ao Ministério da Saúde (MS), 130 para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), 900 para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) serão 10 vagas, 35 para  a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 620 para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), 400 para a Advocacia Geral da União (AGU), 30 para o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), 60 para o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), 50 para o Ministério da Cultura (MinC) e 50 vagas para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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Os resultados serão preliminares de provas objetivas, discursivas e redações serão divulgadas no dia 3 de julho. O resultado final será anunciado em 30 de julho. A convocação para os aprovados começa a partir de 5 de agosto.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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