MATO GROSSO
Conselheiro defende fomento à pesquisa e mobilização entre estado e municípios por rede de combate à hanseníase
MATO GROSSO
O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, Guilherme Antonio Maluf, minitrou a palestra magna do seminário.
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf defendeu o fomento à pesquisa científica para embasar as políticas públicas de combate à hanseníase no estado, durante o seminário “Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase”. Em palestra magna que abriu o evento, na segunda-feira (4), o conselheiro, que é médico e presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, traçou um panorama estadual das infecções, propondo que estado e municípios se mobilizem para estruturar uma rede de combate à endemia.
O primeiro passo é reverter um cenário de subnotificação, decorrente dos preconceitos que cercam a doença e da falta de sintomas após a contaminação. “O paciente pode guardar a bactéria sem manifestação por 20 anos ou até mais. E isso faz com que a pessoa possa transmitir sem ser diagnosticada”, explicou Maluf. Ao intensificar os diagnósticos, as notificações aumentarão. “Esse número tende a aumentar à medida em que nós formos procurar, mas esperamos em breve ver uma redução. Vai precisar subir para depois cair. Essa é a lógica científica que é preciso entender”, completou.
Em 2023, Mato Grosso ocupou o primeiro lugar no ranking de casos absolutos no Brasil, com 4.679 casos novos de hanseníase, 20% do total registrado no país. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que, no período, foram detectados casos em 127 municípios (89%), o que coloca o estado em situação hiperendêmica.
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
| O encontro reuniu mais de 350 gestores e profissionais de saúde de 103 municípios de Mato Grosso e de outros estados, no auditório da Escola Superior de Contas do TCE-MT. |
De acordo com Maluf, a classificação resulta da baixa qualidade na operacionalização de programas de saúde pública, da falta de profissionais qualificados e da inoperância na política de referência e contrarreferência nos casos de migração de pacientes.A situação é agravada pela falta de centros de referência, baixa cobertura na prevenção de incapacidades e reabilitação e oferta restrita de medicamentos, hoje fornecidos quase exclusivamente pelo governo federal.
“Essa é uma das coisas que queremos colocar na cabeça dos gestores: a necessidade da aquisição dessa segunda linha ou terceira linha de medicamentos. Não ficar só na espera de recursos do Governo Federal. Precisamos criar rotas alternativas de financiamento para aquisição e entrega aos municípios, porque só dessa forma vamos evoluir no tratamento”, disse.
Para o conselheiro, governo e prefeituras também devem se mobilizar pela criação de um centro especializado de diagnóstico e tratamento avançado e de um centro de ensino e pesquisa em hanseníase. “Precisamos conhecer a hanseníase mais profundamente em Mato Grosso, porque ela tem variações de estado para estado. Hoje, a tecnologia nos permite conhecer o DNA dessa microbactéria. Isso varia muito na sensibilidade dos pacientes aos antibióticos. A ideia é fomentar o conhecimento direcionado para a área de hanseníase.”
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
| Ao longo de dois dias, especialistas com atuação local e nacional debateram aspectos gerais sobre a endemia de hanseníase nas américas e em Mato Grosso. |
A base científica permitirá o monitoramento das ações do poder público e subsidiará políticas de atenção primária em hanseníase. “Temos que fortalecer as políticas que já existem e propor novas políticas voltadas à atenção primária. É lá que os diagnósticos são feitos, é lá que a procura ativa é feita e, obviamente, onde estarão presentes os médicos, o corpo de enfermagem, os agentes de saúde”, acrescentou o conselheiro.
Na abertura do evento, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou que as estatísticas sobre a doença serão incluídas como ponto de controle na análise das contas anuais de governo dos municípios a partir do ano que vem. “Vamos estabelecer um ponto de controle para que todos apresentem quantas pessoas têm hanseníase no seu município e qual a política de saúde que estão desenvolvendo. O gestor terá que escrever, porque vamos analisar esse relatório. Se não acompanharmos esses números, não adianta”, pontuou.
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
| Na abertura do evento, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou que as estatísticas sobre a doença serão incluídas como ponto de controle na análise das contas anuais de governo dos municípios. Clique aqui para ampliar. |
Ao longo de dois dias de seminário, especialistas com atuação local e nacional debateram aspectos gerais sobre a endemia de hanseníase nas américas e em Mato Grosso; ações de controle da doença; agendas para o cuidado integral na assistência das pessoas com hanseníase; novas tecnologias e técnicas de diagnóstico disponíveis; organização central e regionalizada do serviço de média e alta complexidade e reabilitação; serviços da rede de atenção primária à saúde com foco em hanseníase e a saúde digital para o controle da doença.
“Em qualquer nível de atenção do SUS deve se pensar em hanseníase, porque todos os níveis estão cada dia mais complexos”, apontou a pesquisadora da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), Maria Angela Bianconcini Trindade. Já o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Marco Andrey Cipriani Frade, alertou sobre a necessidade de se repensar estratégias de combate. “Nesses últimos 20 anos a doença está voltando e eu vejo como um prognóstico muito sombrio, porque ela vai voltar com maior carga”, disse.
Houve ainda mesas redondas e o lançamento do livro “Hanseníase no Brasil: Mato Grosso em Foco”. Além disso, todas questões debatidas durante o encontro foram sistematizadas em um termo de compromisso com 20 propostas focadas em três eixos principais: fortalecer a atenção primária para que ela possa exercer o tratamento e o combate, implantação do centro de estudos para hanseníase no estado e criação de uma unidade secundária, com hansenologistas e alta tecnologia para auxiliar os municípios que não têm condições.
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Pelo segundo ano consecutivo, Black Princess Doctor Weiss conquista medalha no Concurso Brasileiro de Cerveja
Pelo segundo ano consecutivo, a cerveja Black Princess Doctor Weiss conquistou medalha no Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado em Blumenau (SC), na noite da última terça-feira, 3 de março. A cerveja de trigo do Grupo Petrópolis – maior cervejaria com capital 100% nacional – possui uma receita exclusiva à base de água, malte de trigo, malte de cevada e lúpulo, com amargor de 16 IBU e teor alcóolico de 5,2%. Na edição deste ano, a Doctor Weiss conquistou a medalha de bronze na categoria South German-Style Kristal Weizen, graças à sua refrescância e notas frutadas, que são percebidas tanto no aroma quanto no paladar.
O Concurso Brasileiro de Cervejas é a premiação mais antiga do Brasil e, este ano, reuniu 2,7 mil amostras em mais de 175 categorias diferentes, com um corpo de jurados formado por especialistas nacionais e estrangeiros.
“Essa medalha reforça nosso compromisso com a qualidade e o cuidado com cada detalhe, do desenvolvimento à produção de nossas cervejas. O bronze conquistado pela Black Princess Doctor Weiss na 14ª edição da premiação reconhece o trabalho do nosso time e a consistência dos nossos rótulos especiais”, afirma Bruna Alonso, Gerente de Marcas do Grupo Petrópolis.
Todos os rótulos inscritos são submetidos à análise técnica criteriosa feita por um corpo composto por cerca de 71 jurados. Entre as autoridades especializadas está Rudiger Görtz, mestre cervejeiro do Grupo Petrópolis, que integra o corpo de avaliadores do concurso há muitos anos. Cada uma das cervejas participantes recebe súmulas detalhadas que visam contribuir para o aprimoramento das técnicas e padrão de qualidade da produção. Além disso, os ganhadores da premiação recebem acesso exclusivo na próxima edição do World Beer Awards, maior concurso cervejeiro do mundo.
O Concurso Brasileiro de Cervejas conta ainda com o suporte de um Conselho Consultivo formado por 23 profissionais de referência, além do apoio de instituições internacionais, do cervejeiro Gordon Strong – autor das Diretrizes de Estilo do BJCP (Beer Judge Certification Program) – e da coordenação técnica da Escola Superior de Cerveja e Malte, principal instituição de ensino cervejeiro da América Latina.
Grupo Petrópolis soma mais 40 premiações nos últimos anos
As marcas do Grupo Petrópolis somaram mais de 40 reconhecimentos de qualidade e sabor em premiações nacionais e internacionais nos últimos anos. Os rótulos da linha Black Princess, que possui também a puro malte Gold (rótulo premium) além das especiais, é a marca que mais se destaca nas premiações, tendo recebido 14 prêmios nos últimos 5 anos. Dentre elas, a Black Princess Doctor Weiss é a mais premiada, com 7 medalhas.
Concurso Ano Cerveja Premiação
Brasil Beer Cup – Florianópolis 2021 Black Princess Tião Bock Prata
Brasil Beer Cup – Florianópolis 2021 Black Princess Strong Female Bronze
Concurso Brasileiro de Cervejas – Blumenau 2021 Black Princess Tião Bock Prata
Concurso Brasileiro de Cervejas – Blumenau 2021 Black Princess Doctor Weiss Bronze
Brasil Beer Cup – Florianópolis 2022 Black Princess Doctor Weiss Bronze
Brasil Beer Cup – Florianópolis 2023 Black Princess Doctor Weiss Bronze
Concurso Brasileiro de Cervejas – Blumenau 2023 Black Princess Tião Bock Prata
Concurso Brasileiro de Cervejas – Blumenau 2023 Black Princess Dark Bronze
Concurso Brasileiro de Cervejas – Balneário Camboriú 2025 Black Princess Doctor Weiss Prata
Concurso Brasileiro de Cervejas – Balneário Camboriú 2025 Black Princess Tião Bock Bronze
Concurso Brasileiro de Cervejas – Blumenau 2025 Black Princess Doctor Weiss Ouro
Copa Sul-Americana de Cerveja – Bento Gonçalves (RS) 2025 Black Princess Doctor Weiss Bronze
Concurso Brasileiro de Cervejas – Blumenau 2026 Black Princess Doctor Weiss Bronze
Além dessas premiações recentes, a Black Princess Doctor Weiss conquistou o primeiro lugar no Australian International Beer Awards (2019), além de ser eleita a melhor cerveja brasileira no World Beer Awards (2018), no Reino Unido – ambos na categoria South German-Style Kristal Weizen.
Conheça mais sobre a Doctor Weiss
A Black Princess Doctor Weiss é uma cerveja de trigo, refrescante e saborosa. Com coloração dourada brilhante e espuma extremamente cremosa, tem notas frutadas e de especiarias, que são percebidas tanto no aroma quanto no paladar. Tem amargor de 16 IBU, teor alcóolico de 5,2% e corpo médio. É ideal para ser bebida em copos no estilo Weiss ou Pint e harmoniza muito bem com frutos do mar, peixe e torta de banana. No Concurso, a cerveja ganhou nota 94.
SOBRE A BLACK PRINCESS – Criada na Serra Fluminense em 1882, desde então a Black Princess vem conquistando os mais exigentes apreciadores de cerveja. Hoje conta com oito rótulos: Black Princess Gold, Black Princess Dark, Black Princess Doctor Weiss, Black Princess Let’s Hop, Black Princess Miss Blonde, Black Princess Back to the Red, Black Princess Tião Bock e Black Princess APA-82. Saiba mais sobre a cerveja em www.cervejablackprincess.com.br e @cervejablackprincess
SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS - O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks by Itaipava, Crystal Ice, Cabaré Ice e Blue Spirit Ice; os energéticos TNT Energy e Magneto; os refrigerantes It!, Tik Tok e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 140 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
Para mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br
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