MATO GROSSO
Conversa de Whats mostra que jornalista era informante de facção
MATO GROSSO
O delegado Antônio Flavio Rocha Freire afirmou que conversas encontradas em um celular apreendido na primeira fase da Operação Dissidência culminaram na prisão do jornalista Juvenilson dos Santos Martins, mais conhecido como Mister Tripa, na noite de desta quarta-feira (8).
Segundo ele, as conversas revelaram que o jornalista atuou como informante da facção criminosa Tropa do Castelar. De acordo com as investigações, a facção Tropa do Castelar, “seria atuante no tráfico de entorpecentes e de armas, e inclusive mandante de homicídios”.
O grupo criminoso teria sido criado por Daniel Toscano da Conceição, mais conhecido como Índio e alvo da primeira fase da operação. Índio era ex-membro da facção Comando Vermelho e Juvenilson seu informante.
A partir das conversas, os policiais conseguiram estabelecer que Juvenilson repassava para Daniel “informações que obtém junto à polícia na condição de repórter, favorecendo ao faccionado na sua fuga, haja vista que possuía mandado de prisão pendente de cumprimento”, diz trecho do documento.
A facção criminosa Tropa do Castelar, “seria atuante no tráfico de entorpecentes e de armas, e inclusive mandante de homicídios”, conforme o documento.
Segunda fase
Na operação foram cumpridos 12 mandados de prisão nos municípios de Sorriso, Sinop, Peixoto de Azevedo e Cuiabá, todos expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Segundo a Polícia Federal, na região centro-norte do estado ocorria “uma verdadeira guerra entre duas facções rivais”. O embate, portanto, elevou consideravelmente o número de homicídios na região, causando pânico aos moradores.
Sem envolvimento
O jornalista usou suas redes sociais para alegar inocência, dizendo que a prisão dele não passa de uma “perseguição política”.
MATO GROSSO
A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva
Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.
Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.
A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.
“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”
Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.
Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.
A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.
“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.
Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.
Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.
Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.
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