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Convivência entre gerações no trabalho depende da gestão das empresas, diz psicologa

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A presença de diferentes gerações no mercado de trabalho tem provocado mudanças na cultura corporativa e exigido novas formas de liderança. O tema foi discutido pela psicóloga Graciete Corrêa, da ABRH-PA, durante participação no Biodiversa Podcast, ao analisar os desafios e aprendizados da convivência entre profissionais Baby Boomers, geração X, Y e Z.

Na conversa, Graciete diz que o conflito entre gerações não é inevitável e está diretamente ligado à forma como as empresas conduzem suas equipes. “Se a empresa for inteligente, essa relação é de aprendizado. Quando não há investimento nessas relações, aí sim surge o conflito, porque são gerações diferentes, mas todas buscando viver bem”, diz.

Corrêa destaca que cada geração apresenta características próprias, resultado de contextos sociais distintos, e que o equilíbrio entre essas diferenças pode fortalecer os resultados organizacionais. “Não existe geração melhor do que outra. Cada uma traz suas competências e, quando aprendem a trabalhar juntas, a performance aumenta significativamente”, explica.

Ela também ressaltou o impacto da geração Z no ambiente corporativo, especialmente ao ampliar debates sobre saúde emocional e propósito profissional. “Talvez o grande legado da geração Z seja trazer a pauta da saúde mental e ter coragem de dizer quando não se identifica com determinado ambiente de trabalho”, pontua.

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Para ela, o principal desafio atual está na preparação das lideranças. Segundo ela, gestores precisam compreender perfis comportamentais distintos e criar ambientes organizacionais mais claros e estruturados. “O líder funciona como o maestro de uma orquestra. Ele precisa conhecer os talentos da equipe e conduzir as diferenças de forma harmônica”, conclui.

A entrevista integra episódio do Biodiversa Podcast, apresentado por Nélia Ruffeil e Poliana Bentes, que aborda temas ligados ao desenvolvimento humano, mercado de trabalho e transformação das relações profissionais. O episódio já está disponível no Youtube e nas plataformas de streamings.

Confira o episódio: https://www.youtube.com/watch?v=SmkM3w6FoZM

Serviço
Ouça o Biodiversa Podcast nas principais plataformas de áudio:

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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