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Corpo de Bombeiros forma 96 militares no 1º Curso de Habilitação em Fiscalização e Vistoria

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT) capacitou 96 militares para atuarem nas atividades de vistorias e fiscalizações, necessárias para garantir as condições mínimas de segurança e a prevenção contra incêndios e riscos em edificações.

Os militares concluíram o 1º Curso de Habilitação em Fiscalização e Vistoria (CHFV), realizado em Cuiabá. O encerramento do curso, promovido pela Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa (DEIP) e coordenado pela Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico (DSCIP), ocorreu durante solenidade realizada na tarde desta sexta-feira (19.07).

De acordo com o coronel BM Aluisio Metelo Júnior, coordenador de Proteção Contra Incêndio e Pânico da Assembleia Legislativa e presidente do Comitê de Assuntos Institucionais da Ligabom, com essa capacitação, os bombeiros militares ficam ainda mais preparados para atuar na prevenção ao se tornarem capazes de identificar irregularidades e orientar os responsáveis pelas edificações quanto às medidas corretivas necessárias.

“Todos nós desempenhamos o papel de fiscalizadores e devemos atuar como vistoriantes do Corpo de Bombeiros Militar. Este é um requisito fundamental, essencial em qualquer operação. Apagar incêndios é crucial, porém preveni-los é ainda mais eficaz. Portanto, a vigilância constante e a prontidão para agir são imperativas para garantir a segurança de todos”, afirmou o coronel, que representou o comandante-geral, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, durante a solenidade.

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O coronel BM Josiel Borges da Silva, diretor da DEIP, explicou que o curso foi destinado aos soldados recém-formados para que eles pudessem ser instruídos sobre a importância de seguir rigorosamente as legislações vigentes e de identificar possíveis irregularidades técnicas que possam comprometer a segurança dos ocupantes das edificações.

“Agora os senhores têm o acesso à informação para estar em condições de contribuir e avançar juntamente com nossa instituição neste quesito de vistoria e fiscalização. Assim, contribuem significativamente na prevenção para a redução de riscos e promovem edificações mais seguras para a população”, disse aos concludentes.

O curso teve duração de oito dias e o conteúdo teórico e prático apresentado ao longo da capacitação foi um apanhado da legislação que regula os serviços de segurança contra incêndio e pânico e os principais aspectos necessários para a realização de vistorias técnicas e avaliações de situações de risco.

Foram apresentadas as normas técnicas que tratam das condições mínimas de segurança, além de instalações elétricas, chuveiros automáticos, extintores de incêndio e acesso de viaturas. Também foram abordadas normas sobre a implantação de brigadas de incêndio, sistemas de proteção contra descargas atmosféricas, detecção e alarme de incêndio, arranjos fotovoltaicos, bem como estruturas para armazenamento de grãos, defensivos agrícolas e líquidos inflamáveis, entre outros assuntos.

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O coordenador do curso, capitão BM Bruno Grou Vilas Boas, ressaltou que todas essas normas são indispensáveis ao militar, para que ele seja capaz de realizar uma atividade prática, que foi a principal intenção do curso.

Ao todo, foram realizadas 83 vistorias técnicas e 128 fiscalizações orientativas em Cuiabá e Várzea Grande.

“Este curso é um projeto piloto que permite a capacitação mais rápida e eficiente. Hoje, ao término dessa intensa jornada, os soldados estão aptos e habilitados a realizar vistorias técnicas e fiscalizações conforme ensinamentos e experiências adquiridos durante o curso, onde aprenderam a agir com técnica, qualidade e profissionalismo diante dos desafios que a atividade técnica nos impõe”, concluiu o capitão Vilas Boas.

Também participaram da solenidade de encerramento do evento o diretor de Gestão Estratégica, coronel BM Paulo Correia Rodrigues, e o diretor-adjunto da DSCIP, tenente-coronel BM Jean Carlos Pinto de Arruda Oliveira.

Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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