MATO GROSSO
Defensoria Pública de MT Institui Política de Linguagem Simples para facilitar acesso do cidadão à Justiça
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Iniciativa quer tornar a comunicação mais clara, acessível e inclusiva, promovendo maior compreensão dos direitos e serviços públicos
A Defensoria Pública de Mato Grosso, por meio da Resolução Nº 9/2024, deu um passo importante para tornar a comunicação com a população mais clara, acessível e eficaz, ao instituir a Política de Linguagem Simples. A medida foi oficializada pela defensora pública-geral, Luziane Castro, que reconhece a relevância de uma linguagem compreensível para facilitar o acesso do cidadão aos direitos e à justiça.
“Essa iniciativa reforça o compromisso da Defensoria com a população atendida pelo órgão e garante transparência, a inclusão e o fortalecimento do acesso à Justiça, assegurando que todos os cidadãos possam compreender e exercer seus direitos de maneira plena e autônoma”, declara Luziane.
A Resolução reconhece que a linguagem utilizada em documentos oficiais e comunicações pode, muitas vezes, ser uma barreira para a compreensão dos direitos e deveres dos cidadãos. Por isso, a Política de Linguagem Simples surge como uma resposta para eliminar essa dificuldade, garantindo que as informações sejam apresentadas de maneira clara, objetiva e sem excessiva formalidade.
Grupo de Trabalho – Para implementar e monitorar a Política, a Resolução criou um Grupo de Trabalho (GT), cujos membros foram nomeados por portaria. O grupo terá a responsabilidade de estudar, propor e executar projetos que apliquem a linguagem simples nos documentos e comunicações do órgão. Ele também será responsável por capacitar membros da Defensoria para aplicar a técnica, além de criar e divulgar materiais que exemplifiquem as melhores práticas de comunicação simples. Veja abaixo o nome dos integrantes.
A Resolução prevê ainda que, as chefias de unidades incentivem suas equipes a participar de capacitações e contribuir com oficinas voltadas para a promoção da linguagem simples. Com isso, espera-se formar uma rede de defensores e servidores capazes de aplicar e disseminar essa prática em toda a instituição.
Decorrido um ano da criação do GT, um relatório detalhado sobre as atividades e resultados, com avaliação do impacto da aplicação da Linguagem Simples será feito, com proposição de melhorias contínuas. Ideia – A iniciativa foi proposta pela diretora da Unidade de Apoio à Gestão Estratégica (UAGE), Francisca Lia Santos, após participar do maior evento que debate inovação no setor público, o Conexão, em abril deste ano, em São Luiz (MA). Ela explica que já existe projeto de lei no Congresso propondo a implantação da prática e informa que o Judiciário está em fase de implantação, por meio de recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“O tema foi tratado no evento e por ser de extrema relevância para um órgão como a Defensoria Pública, que lida com um público popular e vulnerável, sugerimos a adoção aqui. A Administração Superior sinalizou positivamente e demos início a oficialização dos trabalhos, por meio da Resolução 9”, informa. Lia esclarece que a Linguagem Simples não abolirá a linguagem técnica, nem tem a intenção de empobrecer a comunicação, mas, antes, de tornar a apresentação das informações mais clara, tanto do ponto de vista estético como do conteúdo.
“A prática respeita o Acordo Ortográfico vigente no país e garante o uso de termos técnicos, porém, estimula que a linguagem seja a mais clara, simples e objetiva possível. E nosso trabalho será o de disseminar a iniciativa junto a área meio e, principalmente, a área fim”, informa. O primeiro produto a ser revisto pelo GT será a Carta de Serviços ao Cidadão, documento que apresenta a estrutura e os serviços da Defensoria Pública para a população.
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Nota do Enem amplia acesso ao ensino superior em 2026
A divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 16 de janeiro de 2026, abriu novas possibilidades para estudantes que pretendem ingressar no ensino superior ainda neste ano. Além de ser o principal critério de seleção para universidades públicas, por meio de sistemas como o Sisu, a nota do exame também é amplamente aceita por instituições privadas como forma alternativa de ingresso, dispensando o vestibular tradicional.
Em faculdades particulares, o uso da nota do Enem tem se consolidado como um caminho mais prático para quem deseja iniciar ou retomar a graduação. A modalidade permite concorrer a vagas em diferentes cursos, com processos simplificados e maior agilidade na matrícula.
Outro benefício importante é que o desempenho no Enem é requisito para programas federais de incentivo à educação, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que possibilita o parcelamento das mensalidades, e o Programa Universidade para Todos (Prouni), responsável pela concessão de bolsas integrais e parciais em instituições privadas.
Além das políticas públicas, algumas instituições oferecem condições especiais para novos alunos que utilizam a nota do Enem, como descontos diretos nas mensalidades, facilitando o acesso ao ensino superior e reduzindo o impacto financeiro da graduação.
Segundo a diretora da Faculdade Serra Dourada, Daiane Oliveira, o exame cumpre um papel fundamental na democratização do acesso à educação. “O Enem amplia as possibilidades de ingresso e permite que o estudante escolha a melhor forma de iniciar sua graduação, seja por meio de bolsas, financiamentos ou benefícios institucionais”, ressalta.
A orientação é que os candidatos fiquem atentos aos prazos e busquem informações diretamente nas instituições de interesse para conhecer os cursos disponíveis, as formas de ingresso com a nota do Enem e as condições oferecidas para novos alunos em 2026.