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Deputados aprovam decreto da intervenção da Saúde de Cuiabá

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MATO GROSSO

Os deputados estaduais aprovaram por maioria, nesta quarta-feira (15), a resolução que estabelece a intervenção estadual na Saúde de Cuiabá. Agora, o Estado tem aval para, de fato, assumir a Pasta. Foram 20 votos favoráveis e somente dois contrários.

 

O projeto de resolução tem como base o decreto do governador Mauro Mendes (União), que dá cumprimento a ordem Judicial que determinou a intervenção na Saúde da Capital.

 

O decreto foi encaminhado pelo Executivo ao Legislativo na terça-feira (14), e recebeu aval das Comissões de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e de Saúde.

 

Agora, a enfermeira e servidora pública de Cuiabá, Danielle Carmona Bertucini, comandará a Saúde cuiabana pelo prazo de 90 dias.

 

 

Votaram favoráveis a medida os deputados Dilmar Dal’Bosco; Eduardo Botelho; Julio Campos; Sebastião Rezende; Paulo Araújo; Beto Dois a Um; Janaina Riva; Dr. João; Thiago Silva, Lúdio Cabral; Valdir Barranco; Nininho; Diego Guimarães; Faissal Calil; Claudio Ferreira; Gilberto Cattani; Dr. Eugênio; Max Russi; e os suplentes Alex sandro Nascimento e Leandro Damiani.

 

Foram contrários os deputados Juca do Guaraná e Valdir Barranco. O deputado Elizeu Nascimento se absteve e Fabio Tardim não estava na sessão.

 

Não vamos politizar esse assunto, nem fazer um campo de batalha com isso

Votação

 

Antes de iniciar a discussão acerca do projeto, o presidente Eduardo Botelho (União) pediu aos colegas para que não houvesse uma discussão politizada.

 

“Vamos nos ater a solução. Não vamos politizar esse assunto, nem fazer um campo de batalha com isso. A população espera resultados e não politização com o que está acontecendo na Saúde”, disse.

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A vice-presidente, deputada Janaina Riva (MDB), defendeu a legitimidade da Assembleia em dar aval à intervenção, ainda que seja um decisão judicial.

 

“Nós seremos duramente cobrados acerca dessa votação. A Assembleia vai decidir se isso vai acabar hoje ou se essa corrupção vai continuar”, disse.

 

“Não é o TJ que define [a intervenção]. Existe uma jurisprudência do ministro Alexandre de Moraes que diz: ‘Quem decide se vai ter ou não [uma intervenção] é a Assembleia’. Podemos evitar que mais vidas se vão aqui em Cuiabá”, emendou.

 

O deputado Diego Guimarães (Republicanos) relembrou a época em que foi vereador por Cuiabá (2017-2013) e, por vezes, denunciou a má gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

 

“Acompanho desde 2017 a Saúde no municipio. Cuiabá sangra pela má gestão e atos de corrupção que levaram a essa situação de exceção que é a intervenção de Saúde de Cuiabá”, disse o deputado antes de citar operações policias a qual a Prefeitura foi alvo nos últimos anos.

 

Cuiabá sangra pela má gestão e atos de corrupção que levaram a essa situação de exceção

“A Saúde de cuiabá precisa de uma intervenção séria, responsável, eficiente e que traga resultados. Está provado que o prefeito Emanuel não consegue fazer. […] Uma das saídas, não a solução, para a Saúde de Cuiabá é essa intervenção”, completou.

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Comissão externa

 

Os parlamentares também aprovaram que a comissão externa que irá acompanhar os trabalhos do gabinete estadual de intervenção  será por meio de indicações da Comissão de Saúde.

 

Deste modo, o deputado Paulo Araújo (PP) será o presidente da comissão de acompanhamento, e os demais membros serão deliberados posteriormente pela comissão à Mesa Diretora.

 

“A comissão fará o trabalho de acompanhamento que cabe a Assembleia Legislativa e informará todo o plenário sobre o processo [de intervenção] o tempo todo”, disse Lúdio Cabral, que é presidente da Comissão de Saúde.

 

A intervenção

 

A intervenção foi determinada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça na última quinta-feira (9), após pedido do Ministério Público Estadual, que apontou diversas irregularidades na gestão, como falta de médicos e remédios.

 

A nova interventora irá gerir a Secretaria de Saúde de Cuiabá e a Empresa Cuiabana de Saúde até o dia 12 de junho de 2023.

 

Ela deve reorganizar a administração do setor e cumprir decisões judiciais que determinam a realização de cirurgias, disponibilização de consultas e medicamentos, entre outras demandas reprimidas da saúde pública municipal.

 

Carmona terá 10 dias para apresentar o diagnóstico contábil, financeiro e administrativo da Saúde de Cuiabá, e 15 dias para entregar o plano de intervenção, com as medidas a serem adotadas para regularização dos serviços de saúde, além de apresentar relatórios quinzenais com as providências tomadas.

 

Veja sessão na íntegra:

 

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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