MATO GROSSO
Deputados selam acordo e definem chapa para Mesa da AL; lista
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O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União), definiu os nomes que irão compor a chapa que disputará a eleição da Mesa Diretora, que será responsável por gerir um orçamento de mais de R$ 600 milhões entre 2023 e 2024.
A eleição ocorre no dia 1º de fevereiro, quando tomam posse os deputados da 20ª legislatura. A chapa de Botelho será a única a disputar a eleição interna.
Na semana passada, Botelho já havia confirmado sua candidatura à reeleição como presidente do Legislativo, Max Russi (PSB) ficou com o primeiro-secretário e Janaina Riva (MDB) como vice-presidência.
Agora, ficou definido na segunda-vice-presidência o deputado Wilson Santos (PSD) e Valdir Barranco (PT) como segundo-secretário.
MIDIA NEWS
MATO GROSSO
Desequilíbrio de Poder e o Papel do Senado
A recente pesquisa que aponta que 66% do eleitorado deseja votar em candidatos ao Senado comprometidos com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal revela muito mais do que uma simples preferência política. Trata-se de um sinal claro de insatisfação popular com o atual cenário institucional do país.
Nos últimos anos, temos assistido a um protagonismo crescente do Supremo Tribunal Federal, muitas vezes avançando sobre competências que, em um ambiente de harmonia entre os poderes, deveriam ser exercidas com maior equilíbrio. O Judiciário é, sem dúvida, peça fundamental na manutenção do Estado Democrático de Direito, mas não pode atuar sem os devidos freios e contrapesos.
O Senado Federal, por sua vez, possui uma das mais importantes atribuições nesse sistema: a de julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. No entanto, o que se observa é uma postura muitas vezes omissa diante de denúncias graves, que vão desde suspeitas de corrupção até acusações de abuso de autoridade.
Esse cenário contribui para o enfraquecimento da confiança da população nas instituições. Quando não há equilíbrio entre os poderes, quem perde é a democracia. O sentimento popular expresso na pesquisa é, portanto, um reflexo direto dessa percepção de desequilíbrio.
É fundamental que o Senado reassuma sua independência e exerça plenamente suas prerrogativas constitucionais. Não se trata de confronto entre poderes, mas de restabelecer a harmonia prevista na Constituição. Um Senado atuante é essencial para garantir que nenhum poder se sobreponha aos demais.
O Brasil precisa de instituições fortes, mas também responsáveis e equilibradas. O momento exige coragem, compromisso com a Constituição e respeito à vontade popular.
Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso
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