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Diarista que cria filhas sozinha realiza sonho da casa própria com subsídio do Governo de MT em VG

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“Ser mãe solteira, batalhar e não ter onde morar não é algo fácil, mas agora temos a garantia de um teto sobre as nossas cabeças”, declarou Luiza Maria de Oliveira, 42 anos, uma das contempladas do programa SER Família Habitação, modalidade Entrada Facilitada, e futura moradora do residencial Reserva Novo Mundo I, em Várzea Grande.

Luiza é diarista, manicure, auxiliar em cozinha e está sempre disponível para trabalhos extras. Porém, a renda não era suficiente para pleitear o financiamento de um imóvel, já que custeia sozinha as despesas da casa.

“Meu casamento não deu certo e, quando eu fui embora com as minhas filhas, meu ex-marido disse: ‘vou esperar você passar fome e pedir para voltar’. Graças a Deus isso não aconteceu. E eu sou orgulhosa de mim mesma porque consigo sustentar minhas filhas mesmo diante das dificuldades”, relatou.

Luiza conta que ficou sabendo do programa pelas redes sociais e logo fez a inscrição, sem dificuldades. Depois de dois meses, já estava sendo chamada para apresentar os documentos e, logo após a aprovação, houve a assinatura do contrato da casa.

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“O mais difícil foi controlar a ansiedade, mas as fases foram passando e cada vitória era uma benção que caia sobre minha família”, afirmou ela, que já está com as chaves em mãos e contando os dias para mudança definitiva.

A oportunidade de realizar o sonho de ter uma casa, segundo ela, veio com o Programa SER Família Habitação, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes.

“É para mulheres como Luiza que o Programa SER Família foi feito. Mulheres que lutam para ter uma vida melhor e, mesmo com as dificuldades, não se deixam abater. Fico emocionada quando ouço histórias de vida e superação. Meu coração se enche de alegria ao ver que pude contribuir para o empoderamento e segurança dessas mães, trabalhadoras e cidadãs”, afirmou a primeira-dama.

O empreendimento e o programa

O Residencial Novo Mundo I construído em Várzea Grande tem 38 casas de 50,42 metros quadrados. As unidades integram o Programa SER Família Habitação, que é uma parceria entre Governo de Mato Grosso e Governo Federal, por meio da Caixa Econômica Federal.

Para o presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos, o programa é resultado de uma soma de esforços, formato com maestria pelo Governo de Mato Grosso.

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“A primeira-dama Virginia Mendes teve a sensibilidade de identificar que havia uma porção da população precisava de ajuda. Eram pessoas que podiam pagar pela parcela, mas não conseguiam juntar o dinheiro para dar a entrada no imóvel, já que este valor corresponde a 20% do bem. Então, o governo criou o programa que ajuda as pessoas na entrada. Muitas delas não chegam a zero de entrada no ato da aquisição”, explicou.

Os interessados em ter um imóvel pelo programa devem ser inscrever no Sistema de Habitação de Mato Grosso (SihabMT), clicando aqui. No local, também estão todas as informações sobre o programa na modalidade Entrada Facilitada, que pode subsidiar o cidadão em até R$ 20 mil a ser aplicado na entrada do imóvel.

O valor aplicado pelo Governo de Mato Grosso pode ser somado aos ofertados pelo programa habitacional do Minha Casa, Minha Vida e aos benefícios do uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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