MATO GROSSO
Dona Eulália, famosa pelo bolo de arroz cuiabano, morre aos 90 anos
MATO GROSSO
Morreu aos aos 90 anos, Eulália da Silva Soares, a Dona Eulália, do tradicional bolo de arroz, nesta segunda-feira (28). Segundo informações de familiares, Eulália estava com problemas de saúde, nesta segunda sentiu fortes dores e foi levada para o hospital, onde teve uma parada cardíaca e não resistiu.
Ainda não há informações sobre o velório e enterro.
Figura icônica da cuiabania, por servido no chá com bolo da Eulália e Família, no bairro Lixeira, em Cuiabá, Eulália conhecida pelo tradicional bolo de arroz que é considerado como o melhor da cidade por muitos cuiabanos.
Em setembro ela foi homenageada pela Folha de S.Paulo onde teve sua trajetória narrada, destacando sua independência financeira, em épocas difíceis, e a virada de vida de uma mulher que saiu da zona rural e mudou o rumo da vida da família com os quitutes que preparava.
Dona Eulália deixa oito filhos, 37 netos e bisnetos, que foram sustentados com o dinheiro da venda dos bolos de arroz, e que hoje tocam o negócio montando por ano e faz sucesso na cidade.
MATO GROSSO
Desequilíbrio de Poder e o Papel do Senado
A recente pesquisa que aponta que 66% do eleitorado deseja votar em candidatos ao Senado comprometidos com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal revela muito mais do que uma simples preferência política. Trata-se de um sinal claro de insatisfação popular com o atual cenário institucional do país.
Nos últimos anos, temos assistido a um protagonismo crescente do Supremo Tribunal Federal, muitas vezes avançando sobre competências que, em um ambiente de harmonia entre os poderes, deveriam ser exercidas com maior equilíbrio. O Judiciário é, sem dúvida, peça fundamental na manutenção do Estado Democrático de Direito, mas não pode atuar sem os devidos freios e contrapesos.
O Senado Federal, por sua vez, possui uma das mais importantes atribuições nesse sistema: a de julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. No entanto, o que se observa é uma postura muitas vezes omissa diante de denúncias graves, que vão desde suspeitas de corrupção até acusações de abuso de autoridade.
Esse cenário contribui para o enfraquecimento da confiança da população nas instituições. Quando não há equilíbrio entre os poderes, quem perde é a democracia. O sentimento popular expresso na pesquisa é, portanto, um reflexo direto dessa percepção de desequilíbrio.
É fundamental que o Senado reassuma sua independência e exerça plenamente suas prerrogativas constitucionais. Não se trata de confronto entre poderes, mas de restabelecer a harmonia prevista na Constituição. Um Senado atuante é essencial para garantir que nenhum poder se sobreponha aos demais.
O Brasil precisa de instituições fortes, mas também responsáveis e equilibradas. O momento exige coragem, compromisso com a Constituição e respeito à vontade popular.
Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso
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