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Elizeu diz que projeto de WS não passa na AL: “Nasceu morto”

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O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) disse não crer na aprovação do projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), que propõe implantar câmeras nas fardas policiais.

Para ele, a medida “já nasce morta” por impor despesas ao Poder Executivo, o que é proibido por lei.

Wilson Santos propôs a instalação de câmeras nas fardas policiais em 2021, mas o projeto foi arquivado em 2022. Agora, ele reapresentou o projeto defendendo que a monitoração seria uma forma de combater abusos nas abordagens da Polícia.

“O projeto de lei do deputado Wilson Santos já nasce morto, tanto é que está na Casa [Assembleia] e não foi colocado na pauta para, simplesmente, ficar ‘sangrando’. Ele é sabedor que um projeto que onera o Executivo não pode ser apresentado por um parlamentar”, disse.

Elizeu afirmou que o projeto de Wilson tem parecer contrário nas comissões da Assembleia.

“O próprio governador [Mauro Mendes] se declarou contrário a isso. Depois do posicionamento do governo, as comissões já tem o parecer contrário ao projeto. O deputado [Wilson] muda seu discurso, diz que todos os policiais tem que usar arma não letal. Infelizmente, da forma que estamos vivendo a violência, é botar o policial para ir para a morte”, afirmou.

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“A Polícia Militar tem feito um grande trabalho no estado de Mato Grosso. Servi a PM por 18 anos, sei o que é ser polícia, o Wilson, infelizmente, não sabe. Ele mal foi professor em algumas salas de aula”, completou.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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