MATO GROSSO
Em convenção, MDB confirma candidatura de Domingos Kennedy que tem o objetivo de gerar emprego e renda para Cuiabá
MATO GROSSO
Agora é oficial, na manhã deste sábado (27) o Movimento Democrático Brasileiro de Cuiabá realizou a sua convenção partidária e confirmou a candidatura do empresário Domingos Kennedy para a prefeitura da Capital. Com o auditório da Associação Mato-grossense dos Munícipios (AMM) cheio de lideranças municipais, partidárias e comunitárias, Kennedy agradeceu à confiança do MDB em acreditar na sua campanha e lançou a pedra fundamental do seu projeto político, a geração de emprego e renda para a população cuiabana.
Ao lado do prefeito Emanuel Pinheiro, do presidente municipal do MDB em Cuiabá, Francisco Faiad, do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, do presidente municipal do PDT Cuiabá, Francisco Vuolo e diversas lideranças políticas, Kennedy apresentou a projeto de criar o distrito industrial municipal de Cuiabá.
De acordo com o candidato, a proposta tem como objetivo aproveitar 52 lotes no setor industrial da Capital para instalar cerca de 30 indústrias para Cuiabá, o que tem a capacidade de gerar 5 mil empregos diretos, dando trabalho e dignidade para a população cuiabana.
“Eu falei isso com o prefeito Emanuel lá atrás, nós idealizamos e já está na Câmara de Vereadores para aprovar. Tenho certeza que essa gestão vai lançar a pedra fundamental e vou construir, podem ter certeza”, disse o candidato para a multidão que o aplaudia de pé.
Ainda com o foco na geração de emprego e renda para a população, outro projeto apresentado por Domingos Kennedy foi o de estimular a agricultura familiar, criando parcerias com grandes comerciantes de grãos, leite e derivados de pequenos produtores de Cuiabá. Como exemplo, Kennedy cita a produção de café:
“Nós vamos criar o projeto ‘Plante o Café’ que nós garantimos a compra do seu café. Um hectare de café tem a capacidade de gerar uma renda de cerca de R$ 80 mil por família. Nós vamos garantir a compra do grão, vamos dar mudas de café para o cidadão plantar, daremos assistência técnica e assim produzir um café de qualidade na baixada cuiabana. Este é só um exemplo, mas temos o leite, a apicultura e tudo mais”, ressaltou Kennedy.
“Uma andorinha não faz verão”
Como o empresário sempre gosta de falar em seus discursos: “Uma andorinha não faz verão”, e é por isso que a campanha tem o objetivo de unir toda a população: “preciso de todos e nós vamos pra frente, ruma à vitória com certeza, é a vida do povo”.
A escolha certa
Presente na convenção, o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto garantiu apoio total à candidatura de Kennedy e confirmou que irá trabalhar junto do futuro prefeito para manter o legado construído pelo MDB ao longo dos oito anos de gestão municipal na Capital.
“Quem se lembra do trânsito na região do Jardim Itália, antes do viaduto Juca do Guaraná? Quem se lembra do trânsito que ficava ali na região da saída para Várzea Grande pela ponte Sérgio Motta? Era um caos, melhorou devido a outro viaduto que nenhuma outra gestão na história fez foi na gestão do MDB! Quem se lembra daquele açougue a céu aberto que era o antigo pronto-socorro? Veio o HMC sob a liderança do MDB. O maior hospital do estado de Mato Grosso pra atender a população SUS, pra atende gente humilde dessa Cuiabá e de Mato Grosso”, disse o deputado.
O prefeito Emanuel Pinheiro ressaltou as qualidades de Domingos Kennedy, um candidato que, diferente de seus adversários, não se ofereceu, mas foi convocado pelas lideranças partidárias para ser o cabeça de chapa do MDB na disputa para a prefeitura de Cuiabá.
“Cá entre nós, quem fica 39 anos numa mesma empresa que começou como office boy e chegou a ser sócio, tem que ter caráter, lealdade, reconhecimento e competência. É isso que a gente quer levar para a prefeitura de Cuiabá. Nós não queremos oferecidos, nós queremos convocados, nós queremos gente de bem, uma pessoa correta que faz, que pode levar para a prefeitura de Cuiabá muito mais desse legado do MDB de transformação um legado da nossa bandeira que não é o Emanuel, mas sim os kits escolares para todos os alunos, as salas de aulas climatizadas, o HMC, as UPAs, o horário estendido nas creches e na saúde, o fim do Velho Lixão, universalização do saneamento básico, transporte coletivo 100% com ar-condicionado e as estações climatizadas que dão dignidade aos usuários do transporte coletivo, é a valorização do servidor público com salário em dia, RGA pago e com todos os direitos e conquistas dos servidores”, ressaltou Emanuel.
Sobre o candidato
Domingos Kennedy Garcia Sales nasceu em Paranavaí (PR). Filho de pequenos agricultores, começou a trabalhar muito cedo para ajudar nas despesas de casa. Trabalhou como empacotador e office boy. Em 1982, mudou-se para Cuiabá em busca de oportunidades. Foi bancário e em 1985 começou a trabalhar em uma empresa familiar, vindo a se tornar sócio de algumas empresas mais tarde.
Hoje, 42 anos depois, Kennedy atua como empresário do setor da indústria. É casado, tem quatro filhos, uma enteada e dois netos.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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