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Empaer e ABCZ instalam unidades para recuperação de pastagens degradadas em oito municípios de MT

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), instalou em Mato Grosso oito Unidade de Referência Tecnológica (URT), com objetivo de recuperar pastagens degradadas, por meio dos Sistema de Integração Lavoura e Pecuária (ILP). Em uma unidade experimental, a lotação saltou de 3,8 Unidades Animais por hectare (UA/ha) para 8,6 UA/ha, permitindo o aumento da produtividade e garantindo alimentação para o gado no período da estiagem.

O coordenador do Projeto Integra Zebu da Empaer, Eduardo André Ferreira, fala que a parceria começou em 2021, e apresenta algumas vantagens, como por exemplo, o aumento do número de animais por hectare, antecipação do ciclo de reprodução e abate dos animais, melhoria das condições física e química do solo, aumento da rentabilidade da propriedade, melhoria do bem-estar animal, aumento da produtividade e da qualidade da forrageira, além de aumentar a disponibilidade do capim no período mais seco do ano.

O custo para implantação do sistema gira em torno de R$ 4 mil por hectare, contando com o custo de operação. De acordo com Eduardo, a Integração Lavoura Pecuária trata-se de um consórcio entre culturas agrícolas e forrageiras que visa intensificar a produção agropecuária, de forma sustentável, aumentando a quantidade de matéria orgânica do solo e a disponibilidade de forragem para os animais. “Foi plantado milho e capim de forma paralela na mesma área e no mesmo período. O milho será usado para silagem ou produção de grãos e a pastagem recuperada para o pastejo dos animais”, esclarece.

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“O Sistema ILP foi implantado em oito propriedades rurais, numa área de 2,5 hectares. O produtor colhe o milho para silagem e o capim reserva para o pastejo, alimentando os animais para engorda, recria, produção de leite e carne. As Unidades de Referência Tecnológica foram implantadas nas áreas de agricultores familiares nos municípios de Jaciara, Rondonópolis, Pedra Preta, Guiratinga, Juscimeira, Santo Antônio de Leverger, Poconé e Cuiabá”, enfatiza Ferreira.

Na Fazenda São Bento, localizada no município de Jaciara, na propriedade do agricultor Mauro Fulador, na área experimental, a lotação saltou de 3,8 Unidades Animais por hectare (AU/há) para 8,6 UA/ha. Eduardo esclarece que um aumento de produtividade animal foi possível por meio da maior disponibilidade de forragem para o gado. Além disso, na próxima estação das águas a pastagem da área, sem necessidade de correção e adubação devido aos ganhos residuais em qualidade do solo trabalhado.

O agricultor familiar José Altino Lima Medeiros, proprietário do Sítio Fartura, no município de Cuiabá, foi selecionado para participar do Projeto Integra Zebu. Com experiência anterior com a produção de silagem para suplementação do gado no período da seca, plantou milho e para pastagem capim Brachiaria e Mombaça em situação de degradação. A área foi escolhida pelo produtor para recuperação da pastagem.

Segundo José Altino, na primeira unidade que implantou em sua propriedade por conta própria não teve bons resultados com a cultura do milho. Na implantação da URT com orientação dos extensionistas da Empaer e com todas as técnicas de cultivo apresentou resultados satisfatórios. Com um plantel de 236 animais da raça nelore para corte, o agricultor pretende ampliar a área para 6 hectares, com o Sistema de Integração Lavoura e Pecuária.

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A intenção do agricultor é gradear a nova área e realizar a adubação conforme orientações técnicas. Ele pretende plantar mais cedo, no mês de novembro, a cultura do milho e capim numa área de cascalho. “Na URT a pastagem ficou vigorosa após 90 dias de plantio, estou muito satisfeito com os resultados. Antes da implantação usava a área para pastejo de apenas 15 animais e agora a mesma área abriga 35 unidades. Estarei renovando as áreas degradadas a cada ano”, enfatiza Medeiros.

Todas as propriedades possuem touros puro de origem (PO), com registro na ABCZ. Na região de Cuiabá, os técnicos da Empaer, Antônio Rômulo Fava e Lucas Freire prestam assistência técnica aos agricultores selecionados pelo projeto Integra Zebu. Eduardo comenta que estão na segunda etapa do projeto e até o final de dezembro (2023), estará concluído. E esclarece, que mais de 250 agricultores já conheceram o sistema ILP, por meio de Dia de Campo, visitas técnicas e informações.

Fonte: Governo MT – MT

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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