MATO GROSSO
Ex-ministra da Agricultura pede trégua entre Aprosoja-MT e Carlos Fávaro
MATO GROSSO
A ex-ministra da Agricultura e Pecuária (Mapa) e senadora diplomada, Tereza Cristina (PP-MS), pediu trégua entre a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e o seu sucessor na pasta, o senador por Mato Grosso Carlos Fávaro (PSD).
De acordo com Tereza, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o setor esteve em grande parte alinhado com as pautas do Governo Federal e defendeu a reeleição do liberal, destacando que a Aprosoja foi evidentemente bolsonarista. Em contrapartida, Fávaro apoio Lula (PT), e ganhou “inimigos” no agronegócio, sendo chamado de traidor.
“A gente sabe que os agricultores em sua maioria apoiaram o governo anterior. Então, a Aprosoja foi muito enfática nesse apoio, mas está na hora de destencionar. Conheço muito o senador Fávaro”, disse Tereza Cristina, nesta última quarta (18), em entrevista à Rádio Capital.
Recentemente, Fávaro afirmou em entrevista à revista Veja, que a Aprosoja se tornou um símbolo de atos antidemocráticos – movimento que contesta o resultado das urnas e pede intervenção militar. O novo ministro ainda destacou que membros da entidade participaram dos atos criminosos em Brasília no dia 08 de janeiro, durante invasão e depredação do patrimônio público.
“Sem dúvida. A Aprosoja foi um símbolo, inclusive de apoio aos atos antidemocráticos, o que é descabido e deve ser reprimido. Eu fui presidente da entidade em meu estado. É a maior entidade de produtores do Brasil. Mas não posso fechar os olhos. Membros da Aprosoja participaram, sim, de atos antidemocráticos. Um delegado da entidade foi preso ateando fogo em caminhão, em uma praça de pedágio. Não estou trabalhando com hipóteses, são fatos reais. É realmente lamentável”, pontuou Fávaro.
Em resposta, à associação disse que é política, mas “apartidária” e que a invasão foi repudiada em nota pública. Por isso, a entidade presidida por Fernando Cadore considera a acusação descabida, embora seu dirigentes tenham se manifestado a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirma que não apoiou qualquer candidato a cargo eletivo nas eleições passadas.
“Chegou a hora do ministro Carlos Fávaro parar de olhar no retrovisor e olhar para frente, tentar recuperar as atribuições que o ministério perdeu e realmente se preocupar com políticas agropecuárias que tragam benefícios para os produtores”, diz trecho da nota.
Posição essencial
O senador Rogério Marinho (PL) e candidato à presidência do Senado, em visita à Cuiabá nesta quarta, desejou sorte ao novo ministro, salientando que não torcerá contra, independente de terem apoio candidatos diferentes.
“Nós desejamos que ele faça uma profícua [produtiva] administração, nós temos o dever como brasileiros de esperar que o ministro da Agricultura tenha um desempenho similar ao que ocorreu nos últimos 4 anos, do presidente Bolsonaro […] Nós somos o celeiro que alimenta mais de 1 bilhão de pessoas. Então, o cargo que o senador Fávaro está ocupando é extremamente relevante e essencial para a economia brasileira. Nós desejamos a ele todo êxito e sucesso”, explicou.
MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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